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Erosão assusta moradores do Residencial Fariz Gebrim

Lis Kato

| Edição de 28 de outubro de 2022 | Atualizado em 28 de outubro de 2022
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Moradores de uma das ruas do Residencial Fariz Gebrim, localizado na zona sul de Apucarana, estão preocupados com o avanço de uma erosão que está colocando em risco os imóveis. O problema ocorreu após um barranco começar a ceder na quadra 17, ocupada por 18 famílias. 

Mablo Rodrigues da Silva, de 22 anos, mora na Rua Delegado Idelberto Lagana e contou que a situação está preocupando a todos. “As casas da quadra 17 são mais altas que a rua e o barranco está cedendo. Está correndo o risco da casa trincar ou acontecer algo pior”, alega. 

Caroline Ferreira Ribeiro de França, de 29 anos, é outra moradora que está com medo. A terra que fica aos fundos da casa dela cedeu e um grande barranco se formou. Mãe de quatro crianças pequenas, com idades de 10, 6, 3 anos e uma bebê ainda de colo, ela se sente insegura. “A terra está cedendo e a minha casa parece ser a mais prejudicada, o barranco está chegando na calçada, já perto de casa, não tem como eu deixar meus filhos brincarem ali do lado”, alerta.

Após reclamação dos moradores, a Construtora Expansão, empresa que finalizou as casas do residencial, informou que vai providenciar melhorias.

De acordo com a construtora, o muro de arrimo será construído no início de novembro, inicialmente em dois terrenos. A informação é do diretor da empresa, Alexandre Guimarães Nicolau.

Ele explicou que a empresa assumiu o empreendimento com a obra 65% já executada e, portanto, não foi responsável pelo problema, mas se sensibiliza com a situação dos moradores. “Quando nossa empresa assumiu, o trabalho de terraplanagem, os patamares já estavam prontos, entramos para finalizar a obra. As casas estavam prontas na parte de alvenaria, realizamos as pinturas, colocação de janelas e portas os últimos detalhes”, disse Alexandre.

Segundo ele, apenas duas casas da quadra 17 precisam de intervenção para que a erosão não continue avançando. “Vamos fazer o muro de arrimo, apesar de não ser nossa responsabilidade”, observa Alexandre.

O residencial Fariz Gebrim foi construído pelo extinto programa Minha Casa, Minha Vida enfrentou vários problemas, atrasos e troca de construtora. As casas foram entregues às famílias selecionadas no início de setembro.

Segundo o diretor, a empresa vai pedir apoio junto à Prefeitura, que poderia ceder terra e grama para recompor as áreas afetadas. (LIS KATO)