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Estiagem compromete 10% da safra de trigo no Vale

Ivan Maldonado

| Edição de 28 de julho de 2017 | Atualizado em 25 de janeiro de 2022

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A estiagem aliada aos efeitos da geada acenderam o alerta no campo. Sem chuva na região há 45 dias, produtores de trigo do núcleo regional da Secretaria de Agricultura (Seab) de Ivaiporã estão já esperam prejuízos. Nesta semana, o Departamento de Economia Rural (Deral), ligado a Seab, reviu para baixo a estimativa de produtividade na região.  A previsão de colher 3,3 mil quilos por hectare nesta safre foi recalculada para 3 mil quilos, queda de 10% sobre a estimativa inicial. Porém, se a estiagem prosseguir as perdas podem chegar até 25% nas próximas semanas. 

Imagem ilustrativa da imagem Estiagem compromete 10% da safra de trigo no Vale
Trigo está em fase de frutificação e precisa de chuva | Foto: Ivan Maldonado


Segundo o agrônomo do Deral, Sergio Carlos Empinotti, além da estiagem, as lavouras também foram prejudicadas, com a entrada de uma massa de ar polar, na segunda quinzena de julho quando houve geada em em várias regiões, principalmente na região de Pitanga. “A seca, entretanto, está prejudicando mais do que a geada, porque afeta toda área de trigo. Na região mais ao norte a geada foi moderada". 
Conforme informações do Deral de Ivaiporã, mais de 70% da área plantada de trigo dos 121.230 hectares da safra deste ano se encontra em fase de frutificação e 30% em floração. 
“A necessidade de chuva é urgente. Na fase que o trigo está é importante a umidade para se conseguir um bom potencial produtivo. Com a falta de chuva, os grãos não se tornam completos, com menos peso e a qualidade também pode ser prejudica”, analisa Empinotti.

SEGURO
Empinotti ressalta que produtores que estão preocupados pela perda de produtividade e qualidade em razão da geada e da estiagem, devem procurar a assistência técnica. 
“Quem estiver na dúvida se vai cobrir a conta do financiamento, já deve procurar a assistência técnica para avaliar se compensa acionar o seguro”. 
O agrônomo alerta ainda para as doenças mais comuns que podem infestar as plantações nessa fase e por conta do clima seco. “A ferrugem e as manchas foliares ou helmintosporioses são terríveis. Por isso é importante os cuidados e as aplicações corretas”, enfatiza Empinotti.