Os nove municípios exportadores da região fecharam 2018 com vendas de pouco mais de US$ 138,1 milhões. O valor é 28,7% menor do que o ano anterior, quando foram vendidos para outros países US$ 193,8 milhões em produtos. De acordo com setor empresarial, queda é fruto do cenário desfavorável do mercado externo.
Arapongas exportou um total de US$ 55 milhões em 2018, ficando na primeira posição da região. A cidade registrou retração de 13,3% no valor, já que em 2017 as exportações haviam fechado em US$ 63,4 milhões. O principal produto exportado pelo município e também por toda a região foi o móvel, responsável por US$ 38 milhões no ano em questão. Valor foi 11,5% menor do que no ano anterior, quando houve US$ 38,3 milhões exportados.
Empresário e presidente do Sindicato das Indústrias Moveleiras de Arapongas (Sima), Irineu Munhoz afirma que a liderança do setor nas vendas para o exterior se deve a um trabalho que vem de alguns anos. “Houve um trabalho sério e focado neste sentido. Tivemos a importante parceria da Agência Brasileira de Promoção de Exportações e Investimentos (Apex), que trouxe a Arapongas mais de 50 compradores de fora do país no ano passado. Agora, estamos colhendo os frutos”.
Ele avalia a queda no valor total das exportações de móveis como um movimento integrado. “As exportações de praticamente todos os produtos caíram. Para 2019, esperamos frear esta redução, exportando o mesmo que no ano passado ou até mesmo expandir o volume enviado para o exterior”.
Em segundo lugar entre os municípios da região ficou São Pedro do Ivaí, com exportações na casa dos US$ 37,8 milhões. O volume foi praticamente o mesmo do registrado em 2017, quando foi registrado US$ 38,4 milhões. A queda foi de 1,7%. Os principais produtos do município exportados foram leveduras (US$ 24,2 milhões) e ração animal (US$ 13,4 milhões).
Em Apucarana, as exportações atingiram US$ 37,8 milhões, queda de 40,7% ante os US$ 38,4 milhões registrados em 2017. A balança comercial apucaranense foi bastante prejudicada pela queda no preço do couro, principal item local enviado para fora do país, no mercado internacional: cerca de 48% de desvalorização ao longo de 2018.
“Esta desvalorização é inédita na história. Nunca o produto perdeu tanto valor tão rápido. Isto acontece por alguns fatores, sendo um dos principais o aumento nos abates de outros países, sobretudo os EUA, desequilibrando a lógica da oferta e da demanda. Outro fator é a tendência de substituição do couro por materiais alternativos sintéticos, principalmente a microfibra”, explica Umberto Cilião Sacchelli, empresário do ramo em Apucarana.
Segundo ele, o volume de peças vendidas para fora do país deve se manter o mesmo, mas com os preços caindo, os valores em dólares devem ter mais redução. “Com isso, devemos apostar mais no mercado interno, esperando um aquecimento da economia local com o novo governo”, diz.
Outros municípios exportadores da região são Jandaia do Sul (US$ 3,9 milhões em 2018), Cambira (US$ 3,5 milhões), Mauá da Serra (US$ 1,3 milhão), Jardim Alegre (US$ 532 mil), Faxinal (US$ 34 mil) e Califórnia (US$ 22 mil).
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