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Fábrica encerra produção e demite 117 em Arapongas

Renan Vallim

| Edição de 09 de julho de 2016 | Atualizado em 02 de dezembro de 2016

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Tradicional no ramo moveleiro araponguense, a Fiasini Indústria e Comércio de Móveis Ltda. dispensou ontem mais de 100 funcionários, alguns com vários anos dedicados à empresa. A medida faria parte do processo de fechamento da empresa, que tem mais de 20 anos de existência.

Imagem ilustrativa da imagem Fábrica encerra produção e demite 117 em Arapongas

De acordo com o Sindicato dos Trabalhadores nas Indústrias da Construção e do Mobiliário de Arapongas (Sticma), ao todo 117 funcionários que trabalhavam na linha de produção da empresa e também em outros setores foram dispensados. “Nós lamentamos muito a situação e estamos observando com atenção toda a movimentação, dando o apoio necessário aos funcionários dispensados”, explica o presidente do Sticma, Carlos Roberto da Cunha.

Segundo ele, alguns dos funcionários dispensados estavam na Fiasini há muitos anos, tendo sido admitidos nos primeiros anos de funcionamento da empresa. “Existem funcionários dispensados com 18 anos de empresa. Pessoas com muito tempo lá dentro. Essa é realmente uma situação difícil”, pondera.

Cunha explica ainda que a empresa tem 10 dias para fazer o pagamento e acertar a dispensa dos funcionários. “Estamos acompanhando tudo. Agora, a nossa posição e também a dos funcionários é esperar esse prazo, que é previsto em lei, para que o pagamento seja feito. Por ser um número grande de trabalhadores, é normal esperarmos alguns dias”.

A reportagem tentou entrar em contato com os proprietários da empresa ao longo de toda a tarde de ontem, mas não obteve sucesso. O fechamento da empresa, entretanto, foi confirmado por um ex-funcionário da empresa ouvido pela reportagem que afirma que o clima na empresa nos últimos dias era de apreensão.

A empresa foi fundada em 1995 e funcionava em em barracão construído no Parque Industrial II, região norte da cidade.

Em seu endereço eletrônico, a empresa informa que atendia todo o território nacional e também o mercado internacional.

CRISE

A crise no polo moveleiro de Arapongas vem se acentuando desde o ano passado com a intensificação dos problemas econômicos nacionais. Demissões no setor têm feito o saldo de empregos ficar negativo ao longo de vários meses na cidade. De maio do ano passado até maio do ano passado, 2,3 mil vagas foram extintas no setor moveleiros de Arapongas.

Várias empresas inclusive já fizeram pedidos de recuperação judicial, ‘congelando’ suas dívidas com o objetivo de regularizar as contas.