Previdência Social (MTPS) suspendeu temporariamente a emissão da Carteira de Trabalho no final do mês passado, mais de mil documentos deixaram de ser feitos na região. Em Apucarana, Arapongas e Ivaiporã, a estimativa é de que 70 carteiras de trabalho não são emitidas diariamente a ainda não há expectativa de resolução do problema.
De acordo com a Agência do Trabalhador de Apucarana, eram feitas, em média, 40 documentos todos os dias. Com o sistema parado desde o dia 30 de maio, o órgão deixou de emitir 680 documentos. “Infelizmente, não temos o que fazer. Estamos reféns do Ministério e só poderemos voltar a realizar o serviço de emissão de Carteiras de Trabalho quando o sistema for regularizado”, explica Lucas Leugi, gerente da agência.
Os problemas no sistema começaram desde que o Governo Federal unificou os ministérios do Trabalho e da Previdência Social, em meados de abril deste ano. Com a unificação dos ministérios, um novo sistema online foi implantado em todas as agências.
Servidores foram convocados para um curso de capacitação, que foi realizado no último dia 15. No entanto, eles ainda não foram liberados a utilizar o sistema. “Estamos na espera, cobrando o ministério quase diariamente. Mas, infelizmente, não sabemos quando a situação será normalizada”, diz Leugi.
Em Arapongas, a situação não é diferente. As emissões de Carteiras de Trabalho estão suspensas no Espaço Cidadão, local onde é solicitado o documento, desde o dia 25 de maio. Em um dia normal de atendimento são emitidos cerca de 20 documentos. Além do município, é comum pedidos de Sabáudia, Astorga e Pitangueiras. A previsão era que o serviço fosse retomado na última segunda-feira, mas até ontem a unidade ainda não havia recebido o aval para acessar o novo sistema no Ministério do Trabalho.
Segundo a gerente do Espaço Cidadão, Marlene Fantachole, neste período a procura foi pequena. “Hoje em dia, as pessoas estão bem informadas e sabem que o sistema está parado, para fazer adequações que vão acelerar o processo e torná-lo mais seguro. Já fizemos o treinamento e recebemos as senhas. Estamos somente aguardando a liberação do Ministério do Trabalho, de Londrina, para retomar as emissões”, afirma.
Marlene observa, entretanto, que a não emissão no documento não impede o registro do funcionário pelo empregador. “O funcionário deverá ser registrado no livro de registro da empresa normalmente e quando a Carteira de Trabalho chegar, as anotações podem ser feitas normalmente”, explica.
Ainda de acordo com a gerente, atualmente, a unidade envia três malotes por semana para a unidade do Ministério do Trabalho, em Londrina, onde são confeccionadas as Carteira de Trabalho. “A espera média são de dez dias”, revela.
Com o novo sistema, a promessa é que o documento fique pronto em 48 horas, porém, ela é cautelosa: “Somente após o novo sistema entrar no ar vamos saber quanto tempo levará para confeccionar as carteiras. O diferencial é que tudo será online e não precisaremos mais enviar os malotes”, sublinha.
Previsão era que serviço fosse restabelecido dia 5
Em Ivaiporã, o serviço também está indisponível. O que preocupa é a indefinição do retorno de emissão de Carteiras de Trabalho na agência do Sistema Nacional de Emprego (Sine), para a população. “Tivemos treinamento dia 15 e não fomos liberados a entrar no novo sistema. Ontem (anteontem), voltou a funcionar nas regionais de Londrina e Maringá, mas pelo que ficamos sabendo o sistema estava muito lento. O problema era em Brasília”, relata a emissora de CTPS, Lúcia Dias.
Ela diz ainda que nesta época do ano, o órgão na cidade chega a emitir uma média 15 carteiras por dia. “Toda hora tem pessoas chegando por aqui querendo fazer a carteira, mas, infelizmente, terão que aguardar o sistema entrar em funcionamento”, destaca Lucia.
A previsão inicial da Superintendência Regional do Trabalho e Emprego no Paraná (SRTE/PR) era que a mudança, que começou dia 23 de maio, terminasse dia 5 de junho, quando seria iniciado o período de testes e treinamento para os emissores usuários do sistema. A nova versão, chamada CTPS 3.0, terá verificação com a base de dados da Receita Federal, Caixa Econômica Federal e dos Correios, dando mais segurança ao processo de emissão dos documentos. (IVAN MALDONADO)