CIDADES

min de leitura - #

Falta de moedas dificulta troco no comércio de Apucarana

Fernanda Neme

| Edição de 21 de dezembro de 2018 | Atualizado em 25 de janeiro de 2022

Fique por dentro do que acontece em Apucarana, Arapongas e região, assine a Tribuna do Norte.


Quem trabalha no comércio varejista sabe da dificuldade de encontrar moedas e até de notas de menor valor. O ‘sumiço’ desafia comerciantes que apontam o famoso cofrinho como  o vilão do troco. As dificuldades para dar troco correto aos clientes são diárias. A vendedora Loana Rosa, de uma loja de sapatos e acessórios infantis do Shopping Centronorte, garante que o “cofrinho” é o grande vilão”. “Recentemente, uma cliente da loja nos pagou R$70 em moedas e foi aí que confirmou que realmente os cofres que seguram as moedas e notas de valores baixos”, explica.

Imagem ilustrativa da imagem Falta de moedas dificulta troco no comércio de Apucarana

 
Além disso, a vendedora percebeu que no final do ano, época em que as pessoas costumam abrir os cofrinhos, melhoras circulação de moedas. 
Para driblar a falta de centavos, Loana diz que o preço das compras pagas em dinheiro acaba sendo arredondado para facilitar o troco. “Por exemplo, se a compra custa R$169,90, arredondamos para R$170. Sempre tivemos problemas com troco, mas agora está bem difícil. As moedas de menor valor são as mais sumidas”, conta. 
A comerciante Maike Wissner, que trabalha no restaurante da família, também sofre com a falta de troco. “O sumiço das moedas acontece durante todo o ano e o ‘culpado’ desta falta é o cofrinho. As pessoas querem poupar dinheiro, mas acabam prejudicando o giro da moeda no mercado”, acredita. 
Para amenizar o problema que acontece durante o ano todo, Maike recorre aos amigos de Facebook. “Peço para meus contatos que me ajudem, trazendo seus cofres para trocar por notas maiores. Por sorte, sempre consigo alguém disposto a colaborar com o restaurante”, acrescenta. 
A fiscal de caixa Ana Cláudia dos Santos Vale trabalha em uma loja de produtos diversos e também confirma a falta de moedas no comércio de Apucarana. “O sumiço das moedas acontece durante todo o ano. São raras as vezes que alguém traz o dinheiro para trocar em notas de valores mais altos”, lamenta. 
Pensando em ajudar o fluxo de troco, Ana Cláudia diz que os funcionários trocam entre eles as moedas que recebem fora do trabalho. “O grande problema ainda é o ‘cofrinho’, que faz o giro de moedas parar completamente. Enquanto isso, temos que ir nos virando como dá”, complementa.