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Famílias se mobilizam para tentar reaver ornamentos furtados de jazigos

DA REDAÇÃO

| Edição de 10 de março de 2022 | Atualizado em 17 de março de 2022

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A série de furtos ousados que está desfigurando os cemitérios públicos de Apucarana e desafiando autoridades também vem mobilizando famílias na tentativa de reaver estátuas e ornamentos de bronze arrancados das sepulturas. Ontem, a prefeitura afirmou que vai contratar guardas armados para atuar nos cemitérios no período noturno.

O número exato de sepulturas furtadas é incerto, mas a Autarquia dos Serviços Funerários de Apucarana (Aserfa) confirmou pelo menos seis crimes apenas neste ano. Furtos de placas sempre ocorreram nos cemitérios, mas nas últimas ações os ladrões levaram peças com peso estimado em mais de 100 kg, algumas de 180 kg. 
Uma escultura desse porte foi arrancada do jazigo onde estão sepultados os familiares da apucaranense Maria Elisa Pacheco Sacchelli, que soube do fato há aproximadamente uma semana, por meio da responsável pela limpeza do túmulo. Além de uma perda para a família por conta do valor sentimental, a estátua, por seu valor artístico, também era ponto de referência aos visitantes do Cemitério Cristo Rei. A escultura - que reproduz a cena de Jesus Cristo carregando a cruz no caminho de sua crucificação - foi esculpida em São Paulo há aproximadamente 58 anos. A família Sacchelli está disposta a dar uma recompensa em dinheiro se obter a peça de volta.
De acordo com Maria Elisa, a imagem foi feita para o túmulo de sua avó, Elisa Bushini Silvério. A notícia do furto despertou tristeza e também indignação. “No túmulo também estão sepultados meu avô, Diniz Joaquim Silvério, que veio de Portugal e ajudou a fundar Apucarana, meus pais e tios. O cemitério é um campo-santo que as pessoas devem respeitar”, comentou. 
Outra família que está oferecendo recompensa é a do corretor Cesar Campoy. A estátua que ornava o jazigo, também um Cristo, feita por um escultor de São Paulo já estava no túmulo da família há 50 anos.
Ele conta que lamenta a situação e tem esperança de encontrar a peça. “É um sentimento de profunda indignação, se tratava de uma peça da família mandada fazer pelo meu bisavô, de grande valor sentimental. Era um símbolo que a família tinha e nós temos esperança de recuperar, por isso nós nos reunimos e decidimos oferecer uma recompensa para quem nos devolver, no valor de mil reais. Eu peço que quem souber onde está, entre em contato com a polícia, entregue para as autoridades e será recompensado”, disse Campoy.