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Farinha de trigo acumula alta de 18% e pressiona preço do pão francês

DA REDAÇÃO

| Edição de 28 de agosto de 2021 | Atualizado em 25 de janeiro de 2022

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Ingrediente utilizado em várias receitas culinárias, a farinha de trigo está 18% mais cara para o consumidor. Segundo informações do Núcleo Regional de Apucarana da Secretaria da Agricultura e do Abastecimento do Paraná (Seab-PR), o quilo do produto, que era vendido a R$ 3,15 em janeiro deste ano, ficou 52 centavos mais caro em agosto,  comercializado a R$ 3,72, em média. No comparativo com o ano passado, quando o valor médio era R$ 2,84, o aumento salta para 31%. Economistas avaliam que o preço do produto vem sofrendo reflexos causados pela pandemia, alta do dólar e fatores climáticos que afetaram o potencial da safra deste ano. 

O economista Paulo Franzini, do Departamento de Economia Rual (Deral) da Seab, explica que o valor do trigo começou a aumentar em outubro de 2020, por influência da pandemia da Covid-19 e ficou ainda mais alto devido a falta de chuvas volumosas e as geadas que prejudicaram as lavouras neste ano. Como resultado a saca de 60 kg ficou 46,5% mais cara em comparação com o ano passado. Neste mês o preço médio recebido pelo produtor é R$ 87,75 valor R$ 27,89 maior que a cotação do ano passado, de R$ 59,86.
“A estiagem e geadas nas regiões produtoras, de certa forma, geraram um impacto muito negativo na produção. O clima  está afetando seriamente o potencial da safra e isso reflete no preço”, observa o economista. 
Além do clima que castiga as plantações, Franzini aponta fatores que também encarecem o produto para o consumidor final, como custo da produção industrial e logística. “Não é apenas o produto que agrega valor, mas a embalagem, energia elétrica da produção, custo do combustível para transporte. É uma série de fatores que compõem o preço final para o varejo”, explica. 

PADARIAS
A farinha de trigo é a base para a fabricação de pães, bolos, salgados e tantos outros produtos vendidos em padarias. Em três estabelecimentos consultados pela reportagem, os preços já foram atualizados neste mês em função do aumento de preço. No estabelecimento onde trabalha a atendente Gabriela Ferreira, o quilo do pão francês ficou R$ 1 mais caro. Já os salgados tiveram reajuste de 16,7%, o que refletiu em um aumento de R$ 5 no preço por quilo. 
“A farinha de trigo é a base para a produção de quase tudo e com certeza os preços acabam subindo”, afirma. 
Em outro estabelecimento o pão francês ficou R$ 0,50 mais caro só nesta semana. Outros produtos como bolos e bebidas também sofreram impactos nos preços devido a alta da energia elétrica e também do combustível. “E agora o gás também vai aumentar”, disse a proprietária de uma padaria que pediu para não ter o nome divulgado.