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FAZENDO ARTE A PARTIR DA SUCATA

FERNANDA NEME APUCARANA

| Edição de 01 de julho de 2018 | Atualizado em 25 de janeiro de 2022

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Sucatas, como corrente de moto, peças de caminhão e outras peças de ferro, nas mãos do artesão Antônio Joaquim da Silva, 60 anos, de Apucarana, viram arte. Tem submarino, jacaré, dinossauro, granada, telefone, entre outros diversos objetos para decoração. Recentemente, na última Festa da Cerejeira, na Associação Cultural e Esportiva de Apucarana (Acea), de Apucarana, Antônio expos suas obras e chamou atenção pelas criações, formatos e materiais usados. 

Antônio é eletricitário aposentado e desde infância gosta de criar objetos manualmente. Entretanto, não tinha muito tempo livre. A deixa para se dedicar aconteceu há 15 anos quando ele se aposentou e ganhou horas livres na agenda. “Reservei um espaço nos fundos de casa para criar alguns trabalhos e comecei a soldar. Porém, eu não tinha muita prática, mas fui tentando. Eu adoro fazer isso, é um hobby”, revela. 
As esculturas de Antônio são todas sustentáveis, já que ele utiliza materiais que iriam para o lixo ou ferros-velhos. O artesão não comercializa suas obras, mas não descarta a ideia de ganhar um dinheiro extra com os objetos. “O problema é que vai juntando muitos objetos aqui em casa e vai chegar uma hora que não vai caber mais. Vou ter que vender e nem imagino por quanto. Não tenho ideia de quanto custa, preciso fazer uma pesquisa para saber os valores”, conta. 
A primeira peça criada, Antônio conta que foi uma retroescavadeira, que assim como os outros objetos, surgem na cabeça do artesão, sem muito segredo. “As ideias surgem no decorrer da vida. Vejo algumas imagens na cabeça e depois executo. Às vezes, me inspiro em algumas fotos da internet, mas nunca copio o trabalho de ninguém. Tento sempre inventar algo novo”, 
Já a última criação do artesão é um telefone para decoração feito com corrente de moto, peças de caminhão e outros pedaços de ferro que ele encontra em ferros-velhos de Apucarana. “Não tenho pressa em terminar meus trabalhos e vou fazendo tudo com calma”, conta. 
Além do ferro, o artesão Antônio tem mais uma paixão, a coleção de mais de 500 orquídeas, que ficam em orquidários ao lado de sua oficina, nos fundos de casa. “Eu cuido sozinho dela. Isso tudo é uma terapia para mim, faço tudo sozinho. Tem diversas espécies aqui meu quintal”, revela.