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Feriados prolongados impactam na produtividade das empresas

Renan Vallim

| Edição de 13 de abril de 2017 | Atualizado em 25 de janeiro de 2022

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O ano de 2017 terá, até o final deste ano, oito feriados prolongados. Três deles acontecem nos próximos três finais de semana. Apesar de comemorado por boa parte dos trabalhadores, esse panorama é preocupante para os empresários. Com menos dias de trabalho, indústria e comércio acabam perdendo lucratividade. No entanto, existem saídas para superar essas dificuldades, aponta especialista da área.
Presidente do Sindicato do Comércio Varejista de Apucarana (Sivana), Aída Assunção, afirma que este mês de abril, por conta dos feriados, terá um número de dias úteis próximo ao de fevereiro, mês que tradicionalmente apresenta baixa lucratividade por ser mais curto e geralmente abrigar o Carnaval. “Logo agora, quando o comércio começa a ver sinais de recuperação, enfrentamos essa sequência de feriados. Para os empresários, é uma situação muito ruim”, lamenta.
“As empresas que lidam com o lazer talvez sejam as únicas beneficiadas, mas todo o restante sofre. O impacto acontece porque diminuem-se os dias trabalhados, mas as contas e encargos são os mesmos de outros meses. Ou seja, quando chega o final do mês, fica difícil para o empresário conseguir fechar a conta”, ressalta ela.
O próximo feriado prolongado acontece amanhã, com a Paixão de Cristo. A situação se repete nas próximas duas semanas: na outra sexta-feira (21), há a comemoração de Tiradentes. No fim de semana seguinte, o Dia do Trabalhador (1), na segunda-feira. Habitantes de Jardim Alegre e Rio Bom ainda terão mais um dia de folga, já que ambas as cidades comemoram aniversário do dia 28 de abril.

IMPACTOS
O impacto desse período de feriados dentro das empresas é diverso, como aponta Michel Bovo, especialista em coaching de Apucarana. “É uma faca de dois gumes. Os funcionários têm mais dias para descansar, passar o tempo com suas famílias e tirar o estresse. Isso melhora o ‘clima’ da equipe, algo muito importante em uma empresa. No entanto, a pressão nos dias de trabalho pode aumentar sobre os colaboradores, pois pode ser que eles precisem entregar o mesmo volume de trabalho em um período menor de tempo. Sobretudo nas empresas que trabalham com metas específicas”, destaca.
Dias parados agravam ainda mais a crise econômica para os proprietários das empresas. Por isso, Michel aponta algumas alternativas que podem ser tomadas para que os empresários possam tentar minimizar as perdas. “Uma das saídas pode ser realizar uma promoção entre os clientes, como o sorteio de uma cesta de Páscoa ou uma bonificação para quem fizer uma compra acima de um valor específico. Para estimular o colaborador, pode ser utilizada a mesma estratégia: uma premiação para quem cumprir a meta estabelecida ou para os funcionários mais produtivos”.
Muita gente deve aproveitar pelo menos um desses finais de semana prolongados para viajar. Com isso, as agências de viagem registraram um aumento de pelo menos 15% na procura por pacotes de viagem. “Como são períodos curtos, de três dias, a maioria das pessoas optou por hotéis-fazenda e resorts em cidades próximas”, afirma Gisele Valadão, agente de viagens de Apucarana.
Segundo Gisele, os pacotes podem variar de preço, indo de R$ 1,2 mil a R$ 2 mil por pessoa, dependendo do destino.