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Fila para transplantes chega a mais de 1,6 mil pessoas no PR

Renan Vallim

| Edição de 27 de setembro de 2018 | Atualizado em 25 de janeiro de 2022

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Mais de 1,6 mil pessoas aguardam por um transplante de órgãos no Paraná. A maior parte, quase 80%, está em busca de um rim. Para aumentar o número de doações e reduzir a quantidade de pacientes na fila, hospitais e centros de transplantes de todo o estado realizam ações hoje, Dia Nacional da Doação de Órgãos. Em Apucarana, o Hospital da Providência realiza uma palestra sobre o tema.

Imagem ilustrativa da imagem Fila para transplantes chega a mais de 1,6 mil pessoas no PR


Ao todo, a fila para transplantes no Paraná chega a 1.641 pessoas. Destes, 1.284 aguardam pela doação de um ou dois rins. Fígado é o segundo órgão mais aguardado, com 216 pacientes à espera, seguido por córneas (70) e coração (35). Outras 27 pessoas esperam receber doação conjunta de rim e pâncreas. O transplante apenas do pâncreas é esperado por nove paranaenses. Em todo o país, são mais de 30 mil pessoas esperando transplantes.
Luana Heberle, enfermeira da Central Estadual de Transplantes do Paraná, afirma que a fila para transplantes é longa no estado, mas já foi bem maior. “Já tivemos, em 2010, mais de 3 mil pessoas na espera por um órgão. Desde então, trabalhamos para reduzir esta fila, criando um protocolo para aumentar as doações, além de facilitar a inclusão na fila daquelas pessoas que realmente precisam de transplante”, diz.
De janeiro a agosto deste ano, foram realizadas 382 doações de órgãos. No Hospital da Providência de Apucarana, foram oito captações de órgãos. No Hospital Norte Paranaense (Honpar), de Arapongas, foram 14 captações.
Como cada doador pode fornecer órgãos para vários pacientes, o número de transplantes neste mesmo período chegou a 1.976 no Paraná. Isto coloca o estado na liderança nacional em doações e em transplantes.
“Mesmo com estes excelentes números, precisamos continuar trabalhando para aumentar ainda mais o número de doações e de transplantes. Ainda há muitas pessoas esperando na fila para transplantes e, apesar de termos registrado 425 famílias autorizando a doação em 2018, outras 148 recusaram. As famílias precisam discutir este assunto e entender que a doação de órgãos salva vidas”, aponta Luana.
Uma vida salva por um transplante foi a do apucaranense Alexandro Aparecido dos Santos. Em 2000, quando ele tinha 27 anos, um problema no coração o deixou à beira da morte. “Fiquei 30 dias internado em Londrina. Apenas um transplante poderia me salvar. Tive sorte porque um doador apareceu na hora certa. Mais alguns dias e eu provavelmente não resistiria”, destaca.
Hoje, 18 anos depois, ele afirma que segue uma vida normal. “Se não fosse a doação, eu não teria criado meus seis filhos. O novo coração salvou minha vida”, afirma ele, que até hoje mantém contato com a família do doador.
Hoje, Alexandro será uma das pessoas que participarão da palestra ‘Desmistificando o Processo de Doação de Órgãos’, realizada pelo Hospital da Providência. O evento acontece no auditório da Unimed, a partir das 19 horas. Mais informações pelo telefone (43) 3420 1400.