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Filas diminuem em postos de Apucarana

Renan Vallim

| Edição de 03 de junho de 2018 | Atualizado em 25 de janeiro de 2022

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A situação dos combustíveis está voltando, aos poucos, à normalidade em Apucarana. Mais postos receberam o produto, fazendo com que as filas nos estabelecimentos diminuíssem ontem. Nos preços, pouca diferença em relação ao período anterior à greve dos caminhoneiros. A nova alta da gasolina, divulgada ontem, de 2,25%, ainda não havia sido repassada às bombas. Já a queda do diesel, prometida pelo Governo Federal durante as negociações com os manifestantes, foi observada em poucos locais da cidade.

Imagem ilustrativa da imagem Filas diminuem em postos de Apucarana


Em levantamento feito pela reportagem da Tribuna na manhã de ontem, dos 24 estabelecimentos da cidade, oito postos realizavam o abastecimento com gasolina. Os valores variavam entre R$ 4,50 e R$ 4,70 na maioria deles. Já o etanol podia ser encontrado em 12 postos, ao custo de R$ 2,80 a R$ 3,20.
As filas nos postos estavam bem menores. Nos estabelecimentos com maior capacidade de abastecimento e também naqueles que tinham apenas etanol, elas praticamente não existiam. “Esperei pouco para abastecer, uns 10 minutos. Acho que muita gente já encheu o tanque, sobrou poucas pessoas. Parece que as coisas estão normalizando finalmente”, disse Pedro Vitorino, gerente de uma loja em Apucarana.
Nos postos de combustíveis sem o produto, havia incerteza. “Ainda não sabemos quando receberemos, nem se vamos receber tudo o que pedimos, porque como a demanda na distribuidora tem sido enorme, nem sempre a gasolina que conseguimos está completando os reservatórios do posto”, disse um frentista que preferiu não se identificar.
A gasolina poderá ficar mais cara em breve. Ontem, o preço do combustível sofreu mais um reajuste nas refinarias, desta vez de 2,25%. A informação foi confirmada pela Petrobras. Em um mês, o combustível acumula alta de preço de 11,29%, ou seja, de 20 centavos por litro nas refinarias.

DIESEL
O diesel comum, por sua vez, era vendido em 13 postos, custando entre R$ 3,20 e R$ 3,70 o litro. A grande oscilação foi gerada pela fixação do desconto de R$ 0,46 pelo Governo Federal, uma das reivindicações dos caminhoneiros grevistas que foi atendida.
No entanto, a maioria dos postos ainda não havia repassado o novo valor. Anteontem, o Governo Federal afirmou que o preço com desconto será o valor máximo que os postos poderão praticar nos próximos dois meses. Os postos terão de fixar uma placa com o preço do diesel cobrado em 21 de maio, dia em que se iniciou a greve dos caminhoneiros. Deste preço, terão de ser descontados os R$ 0,46, dos quais R$ 0,30 são subvenção do governo (que compensará a Petrobras) e R$ 0,16 resultado da eliminação da incidência dos tributos Cide e da redução de PIS-Cofins sobre o diesel.

Sem gás de cozinha, escolas e CMEIs seguem fechados em Apucarana
Enquanto o comércio de combustíveis dá sinais de estar voltando à normalidade, o setor de gás de cozinha ainda avança de forma lenta, com muitas revendas de Apucarana ainda sem o produto. Um dos impactos é a falta do item nas escolas de Apucarana.
Até o início da tarde de ontem (sábado) a rede municipal de educação de Apucarana aguardava o reabastecimento de gás, para retomar suas atividades. O prefeito Beto Preto e a secretária de educação, Marli Fernandes, confirmaram que as aulas continuam suspensas, considerando que a falta de gás não permite que seja preparada a alimentação das crianças, que são atendidas em período integral.
“Nós mobilizamos diretoras, professores e nutricionistas e conseguimos reabastecer as escolas com alimentos frescos, como carne, legumes, verduras e frutas, mas ainda faltam os cilindros de gás P-45 e sem isso não é possível preparar as refeições”, explicou Marli Fernandes.
A secretária informa que os fornecedores assumiram compromisso de reabastecer as escolas e creches até o período da manhã de segunda-feira. “Estamos de prontidão e iremos comunicar os pais sobre a retomada das atividades, assim que nossa rede estiver reabastecida de gás”, anunciou.
O prefeito Beto Preto pediu a compreensão dos pais, levando em conta que existe um cardápio previamente definido pela equipe de nutricionistas e que se trata de alimentos frescos. “Não podemos manter as crianças nas escolas e CMEIs sem o fornecimento das refeições”, lembrou.
Beto Preto aproveitou para informar aos pais, que todas as unidades escolares e centros de educação infantis dispõem de centrais de gás externas, com instalações vistoriadas e liberadas pelo Corpo de Bombeiros.