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Filas marcam último dia de pagamento do FGTS

Da redação

| Edição de 01 de agosto de 2017 | Atualizado em 25 de janeiro de 2022

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Ontem foi o último dia dos saques de contas inativas do Fundo de Garantia do Tempo do Tempo de Serviço (FGTS), nas agências da Caixa Econômica Federal. Por conta do prazo, a partir de agora o trabalhador só poderá retirar o dinheiro nas situações já permitidas, como em caso de doença grave e aposentadoria – e nos requisitos da prorrogação, cujos detalhes foram divulgados ontem pelo Governo (ver box). Em Apucarana, a manhã foi de muita fila das duas agências da Caixa.

Imagem ilustrativa da imagem Filas marcam último dia de pagamento do FGTS


A diarista Aparecida Batista, 60 anos, de Apucarana, chegou bem cedo na fila da agência para sacar o dinheiro do FGTS. Ela conta que deixou para a última hora porque não sabe quanto vai retirar e porque imaginou que a fila seria menor.
“Hoje está mais tranquilo dos que os outros dias e por isso, deixei para a última hora”, conta. Apesar da grande movimentação, as filas ontem estavam muito menores que as registradas nos primeiros lotes liberados dos saques, quando a fila dobrava quarteirões.
Já para a empresária Débora Silva, 47, de Apucarana, retirar o dinheiro do FGTS não foi tarefa fácil. Segundo Débora, ela teve que comparecer quatro vezes à agência para conseguir fazer o Cartão Cidadão, pois não tem conta na Caixa Econômica. “É a quinta vez que venho até aqui e espero conseguir sacar meu dinheiro. Não vi funcionários bem preparados e perdi dias de trabalho por causa disso”, ressalta. 
Segundo a assessoria de imprensa da Caixa Econômica, no Paraná, o banco liberou recursos para 2 milhões de trabalhadores,  o que somou um montante de R$ 3,1 bilhões de reais. 
Em todo Brasil, foram mais de R$ 43 bilhões para 25,37 milhões trabalhadores beneficiados pela Lei 13.446/2017. O valor pago, até o dia 20 de julho, equivale a 98,64% do total disponível para saque (R$ 43,6 bilhões). 

Casos devem ser comprovados com documentação
Foi prorrogado até o dia 31 de dezembro de 2018 o saque das contas inativas somente para quem, comprovadamente, não conseguiu comparecer pessoalmente. A Caixa considera situações de comprovada impossibilidade de comparecimento pessoal do titular as de grave moléstia e as de cumprimento de pena ou prisão administrativa restritiva de liberdade. A justificativa terá de ser feita às agências da Caixa Econômica Federal com os documentos que comprovem as situações. 
No caso do portador de doença grave, a Caixa exige um atestado médico que comprove a impossibilidade de comparecimento a uma agência.
Já o preso deve apresentar uma certidão obtida junto à Vara de Execução Penal, Vara de Execução Criminal ou juízo responsável que decretou a prisão. O documento também pode ser expedido pela autoridade da unidade prisional que custodiou o titular da conta.