A Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz) divulgou nesta ontem que há no Paraná, e em várias regiões do País, variantes do novo coronavírus em plena circulação. No Estado, segundo o estudo, 70,4% das 216 amostras de RT-PCR com grande carga viral enviadas para a instituição estão relacionadas à variante P1, identificada no Amazonas. É o segundo maior índice, atrás apenas do Ceará (71,1%).
O novo protocolo, desenvolvido pela Fiocruz Amazônia, foi utilizado nas unidades de apoio ao diagnóstico para avaliação de cerca de mil amostras nos estados de Alagoas, Ceará, Minas Gerais, Pernambuco, Paraná, Rio de Janeiro, Rio Grande do Sul e Santa Catarina. A avaliação contou com o apoio do Ministério da Saúde.
O protocolo detecta a mutação comum em três das variantes: P1, identificada inicialmente no Amazonas; B.1.1.7, no Reino Unido; e B.1.351, na África do Sul. Segundo o estudo, no entanto, há indicativos de que a prevalência que está sendo observada nos estados esteja associada à P1, uma vez que as outras duas variantes não têm sido detectadas de forma expressiva no Brasil.
De acordo com o relatório, a alta circulação de pessoas e o aumento da propagação do vírus têm favorecido o surgimento dessas “variantes de preocupação”. O comunicado alerta para um cenário preocupante de transmissibilidade dessas variantes em todo o território brasileiro nos próximos meses.
Segundo a Fiocruz, até o momento não foi observada a associação dessas variantes com uma evolução clínica mais grave.
O alerta da presença da variante P1 no Estado havia sido feito na manhã pelo secretário estadual de Saúde, Beto Preto, antes de um encontro com o ministro Eduardo Pazzuelo. “Foram analisados os 216 testes positivos com maior carga viral do Paraná. Destes, 70% eram a nova cepa. Foram cerca de 3 mil testes positivos no sábado, mas eles sequenciaram só 216, então não dá para falar que a cepa é a prevalente no Paraná, mas que está circulando”, disse.