A Fiocruz (Fundação Oswaldo Cruz) inaugurou ontem um centro que vai produzir testes para diagnóstico de dengue, zika e chikungunya e biofármacos -remédios biológicos.
O Centro Henrique Penna vai produzir o teste sorológico para zika, que gera resultado em cerca de 15 minutos, e o teste molecular para diferenciar zika, dengue e chikungunya. O teste rápido para zika já recebeu validação da Anvisa.
Já a certificação para o teste diferencial, conhecido como ZDC -as iniciais das doenças- deve sair ainda neste mês de dezembro, segundo o diretor de Bio-Manguinhos, Artur Couto. O centro terá capacidade para produzir 20 milhões de testes por ano.
"Isso nos permitirá ter visão mais clara do mapa epidemiológico dessas doenças e, com isso, agir pontualmente para evitar microcefalia, mortes e que as pessoas fiquem fora do mercado de trabalho por estarem doentes", disse o ministro da Saúde, Ricardo Barros.
Ao custo de R$ 478 milhões, o centro também terá a primeira planta de protótipos para produtos biofarmacêuticos da América Latina.
"Grande parte das doenças que afligem a população é tratada com produtos biológicos. Esses produtos são muito caros. Seria impossível manter esses remédios acessíveis à população sem ter a produção no Brasil", disse o presidente da Fiocruz, Paulo Gadelha.
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