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Flagrantes de embriaguez têm queda

Ivan Maldonado

| Edição de 17 de julho de 2016 | Atualizado em 02 de dezembro de 2016

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O número de autuações por embriaguez ao volante no primeiro semestre de 2016 diminuiu 5,63% na área de atuação da 6ª Companhia Independente da Polícia Militar (CIPM). Os números foram influenciados pela forte redução de 42,10% das autuações no município de Ivaiporã, nos outros 13 municípios da área de abrangência da 6ª CIPM, o aumento de autuações aplicadas foi de 71,42%. De janeiro a junho deste ano foram 67 autuações, uma média de duas por semana.

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Dados da 6ª CIPM mostram que no primeiro semestre de 2015, apenas em Ivaiporã, foram flagrados 57 motoristas dirigindo sobre influência de álcool. Neste ano, no mesmo período, foram 33 pessoas. Nos demais municípios da regional, no mesmo período do no ano passado, 14 motoristas foram autuados. Já neste ano, as autuações subiram para 24 autuações.

Segundo Jair Antônio Burato, que é presidente do Conselho Municipal de Segurança (Conseg), um dos fatores que influenciaram na reduzir as autuações em Ivaiporã foi a campanha “Lei Seca”, liderada pelo Ministério Público em 2013, em parceria com várias entidades.

“Fizemos várias campanhas naquele ano, com muitas autuações e prisões por embriaguez. No ano passado, as blitz da PM continuaram e neste ano os resultados começam a aparecer”, destaca Burato.

O comandante da 6ª CIPM major Laércio Sagati, diz que as abordagens continuarão. Ele espera que com a fiscalização, os motoristas se tornem mais conscientes do risco de se dirigir sob a influência do álcool.

“Ficamos felizes com a redução em Ivaiporã, o que prova o esforço da sociedade e a dedicação de nossa equipe para que a lei seja cumprida na busca de salvar vidas. Se foi possível baixar neste primeiro semestre, com certeza vamos continuar trabalhando para que os números sejam positivos e mais vidas sejam salvas também nos demais municípios da área de atuação da 6ª CIPM”, comenta Sagati.

Segundo o delegado da 54ª Delegacia Regional de Polícia, Gustavo Dante, além das blitz e abordagem, a fiança também foi endurecida. “O motorista que pretende beber e assumir a direção do veículo deve pensar duas vezes. Além da multa que pesa no bolso e de todo o processo que terá que responder, tem ainda a fiança aplicada pela Polícia Civil em caso de prisão por embriaguez”, assinala Dante.

RECUSA

Embora alguns motoristas se recusem a fazer o teste do bafômetro, o comandante da 6ª CIPM, major Sagati explica que com a mudança da legislação em 2012 é possível que outras provas sejam acolhidas contra o motorista infrator. “A legislação é intolerante aos casos de embriaguez ao volante. Além do bafômetro, são admitidas outras provas como o depoimento do policial, testes clínicos, e outros testemunhos, para provar a embriaguez do motorista”, completa Sagati.