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Gaeco prende mulheres envolvidas em esquema de tráfico em presídios

DA REDAÇÃO

| Edição de 17 de fevereiro de 2022 | Atualizado em 17 de fevereiro de 2022

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Quatro mulheres de Apucarana, Arapongas, Faxinal e Jacarezinho foram presas ontem durante operação do Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco), núcleo de Londrina. Os mandados de prisão foram expedidos dentro das investigações iniciadas há dois meses para apurar a infiltração de maconha, fumo e celulares na Casa de Custódia e na Penitenciária Estadual de Londrina.

Além das mulheres, outros seis envolvidos já estavam presos, sendo um agente penitenciário temporário, que facilitava o esquema nas unidades prisionais e cinco detentos. Todos vão responder por associação para o tráfico, tráfico de entorpecentes, corrupção ativa, corrupção passiva e ingresso de aparelhos celulares tanto na Casa de Custódia quando na Penitenciária Estadual de Londrina.
As mulheres eram parentes ou companheiras de detentos investigados. Dos 10 mandados de prisão preventiva, apenas um deles não havia sido cumprido logo nas primeiras horas da manhã. A mulher moradora de Faxinal havia conseguido fugir. Mas acabou presa no meio da tarde, na cidade de Rio do Oeste, em Santa Catarina, segundo informou o delegado do Gaeco, Ricardo Jorge Rocha Pereira Filho.
A mulher presa em Santa Catarina e a de Apucarana eram responsáveis por disponibilizar suas contas bancárias para pagar e receber os valores movimentados no esquema. Já a detida em Arapongas seria a responsável por levar as drogas que seriam introduzidas nas unidades prisionais e, por fim, a mulher presa em Jacarezinho, fornecia celulares.
A ação do Gaeco que cumpriu 10 mandados de prisão preventiva e quatro de busca e apreensão – nos endereços das mulheres investigadas - contou com apoio do Departamento Penitenciário do Estado do Paraná (Depen) e da Polícia Militar. O Depen também cumpriu os mandados de busca e apreensão nas unidades prisionais onde ocorriam as investigações.
O alvo principal da operação, denominada Infiltrado, era um agente prisional temporário lotado na Casa de Custódia de Londrina na época dos crimes investigados. Ele está preso desde dezembro do ano passado. As investigações tiveram início com a apreensão de aparelhos celulares, maconha e fumo pela direção da unidade durante revistas de rotina, que deram indícios de que teriam sido inseridos ilegalmente a partir da corrupção de servidor público. 
No curso das apurações, foi confirmado que o agente prisional associou-se com detentos e familiares, pelo menos desde setembro do ano passado, para, mediante recebimento de propina, introduzir na carceragem os ilícitos.
Segundo o Gaeco, o servidor receberia aproximadamente R$ 1 mil para cada 100 gramas de maconha introduzidos pela carceragem. Para fornecer um aparelho celular aos detentos, o agente cobraria R$ 4 mil. A propina para cada pacote de fumo inserido na cadeia seria de aproximadamente R$ 300.