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Gás de buzina pode ter causado morte de jovem

Vanuza Borges

| Edição de 14 de maio de 2016 | Atualizado em 25 de janeiro de 2022

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Corpo de apucaranense foi encontrado na manhã de ontem
Um jovem de 21 anos morreu em Apucarana supostamente após inalar gás de buzina, produto usado em festas e durante jogos pelas torcidas. Ao lado do corpo de Weverton Rafael da Costa, de 21 anos, morador do Jardim Paraíso, foi encontrada uma lata do spray.
O corpo do jovem foi encontrado ontem de manhã por familiares e o Instituto Médico Legal (IML), de Apucarana, acionado para verificar a causa da morte. No IML, o médico legista fez a necropsia e também recolheu materiais para exames mais completos em Curitiba, que devem ficar pronto até três meses.
Somente após essas análises, um laudo definitivo será emitido. A embalagem de spray também foi encaminhado para que toxicologistas possam identificar exatamente quais substâncias contêm no frasco e, assim, analisar se existe alguma compatibilidade com os resíduos encontrados no organismo da vítima.
O conteúdo das latinhas não segue uma fórmula única, mas geralmente levam os gases butanos e propanos, que podem danificar as vias aéreas e causar até parada cardíaca. O spray há alguns anos passou a ser usado recreativamente com o mesmo intuito do lança-perfume, que diferente da buzina tem a venda proibida. Porém, o spray também causaria alucinações e sensação de euforia.
É comum este tipo de produto conter substâncias tóxicas como os gases butano e propano, que são hidrocarbonetos (compostos de carbono e hidrogênio) derivados do petróleo.
O spray, encontrado facilmente em casas de festas e lojas de conveniência, custa, em média, R$ 8.
Neste ano, dois casos de mortes causadas após inalação chamaram a atenção das autoridades policiais, para o uso da substância entre os jovens. Em março, uma estudante de direito morreu após inalar o gás em Ribeirão Preto, interior de São Paulo. No mês anterior, um outro jovem também morreu pelo mesmo motivo em Fernandópolis, também interior paulista. Um terceiro caso foi registrado em Itaporã, no Mato Grosso do Sul, e morreu neste mês após inalar esse tipo de gás. (VANUZA BORGES)