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Gás deve ficar até 12% mais caro a partir de setembro

Renan Vallim

| Edição de 30 de agosto de 2016 | Atualizado em 02 de dezembro de 2016

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A partir de setembro, o gás de cozinha vai pesar mais no bolso do consumidor. O reajuste total deve chegar até 12%. Com isso, o botijão de gás padrão, de 13 quilos, passaria a ter um preço final de venda de mais de R$ 60. O preço médio praticado atualmente em Apucarana é de R$ 50. Em Arapongas, o valor chega a R$ 55.

Imagem ilustrativa da imagem Gás deve ficar até 12% mais caro a partir de setembro

O reajuste do gás liquefeito de petróleo (GLP), nome oficial do gás de cozinha, é anual, feito sempre no mês de setembro. “Como o gás só é reajustado uma vez por ano, esse aumento envolve custos do frete, combustível, energia, impostos e outros insumos que compuseram a planilha de custos da revenda dos últimos 12 meses”, diz a presidente do Sindicato das Empresas de Atacado e Varejo de Gás Liquefeito de Petróleo de Maringá (Sinegás), Sandra Ruiz.

As distribuidoras de gás devem repassar às revendedoras um reajuste entre 7,5% e 10%, de acordo com o Sinegás. Esse reajuste deve ser aplicado a partir do dia 1º em setembro, embora algumas distribuidoras esperem para fazer a mudança na primeira segunda-feira do mês.

Somado ao reajuste operacional das distribuidoras está o reajuste das revendas de gás e também o dissídio coletivo entre funcionários e patrões do setor. Os profissionais da categoria receberão acréscimo salarial de 11,1% a partir deste mês. Por isso, a expectativa é que a soma entre o reajuste das empresas e do dissídio coletivo atingirá cerca de 12% no preço final para o consumidor.

CONCORRÊNCIA

“Os preços em Apucarana são muito diferentes dos do restante da região. Isso acontece por conta da grande distribuidora instalada na cidade e também por conta da concorrência. Algumas revendas colocam o preço do gás a até R$ 47, fazendo com que o preço médio do botijão na cidade caia”, explica Sandra.

Proprietário de uma revenda de gás de cozinha em Apucarana, Rovilson Borbolato afirma que o reajuste é necessário. “Infelizmente, tudo subiu de preço, inclusive os nossos encargos. Portanto, é necessário que reajustemos os valores do gás, caso contrário a margem de lucro fica comprometida”, diz.

Segundo ele, o mercado para as revendedoras de gás não está bom. “A crise está dificultando para todo mundo. O movimento caiu para nós. Isso obrigou a gente a adaptar algumas coisas. Infelizmente, tivemos que dispensar um funcionário neste ano por conta disso”, afirma.