A partir de hoje a gasolina estará mais cara nas refinarias. Ontem a Petrobras anunciou alta de 3,3% no preço médio do litro do combustível, que sai dos R$ 2,69 para R$ 2,78. O reajuste praticado pela estatal deve representar, em média, um aumento de R$ 0,10 no preço para o consumidor final no varejo de Apucarana. Até ontem o combustível era vendido entre R$ 5,79 e R$ 6,04, segundo o aplicativo Menor Preço.
O novo valor ainda nem chegou às bombas dos postos mas já está preocupando muita gente que depende do combustível.“Haverá um impacto geral na economia, porque muitos itens consumidos pela população dependem de transporte”, avalia o motorista Paulo Sérgio de Souza, de Apucarana.
Ele, que trabalha com transportadora e moto táxi, afirma que sua margem de lucro está bem reduzida com tantos reajustes no preço do combustível neste ano. Souza também tem caminhão a diesel e acredita que o combustível também terá reajuste de preço nos próximos dias.
“O diesel não sobe provisoriamente, porque é sempre assim, quando sobre a gasolina daqui 15 dias já sobre o valor do diesel. Os caminhoneiros estão revoltados porque são só gastos com combustível, pedágio, a margem de lucro fica reduzida demais”, comenta.
Segundo o gerente de um posto de combustível de Apucarana, Vilson Kozan, não são apenas os consumidores que sentirão os efeitos do aumento de preço, as revendas também serão afetadas. “Quanto mais sobe o valor, mais fica ruim para o consumidor. E o movimento fica péssimo nos postos de combustíveis. Só é bom para Petrobras que está lucrando”, diz.
Kozan calcula que o reajuste da estatal irá refletir em um aumento de R$ 0,10 no preço médio do litro da gasolina. O novo valor deve começar a ser repassado a partir de hoje em alguns estabelecimentos.
“Nesta quinta chega um novo carregamento e provavelmente teremos preço novo. A gente precisa repassar porque já trabalhamos com margem de lucro bem enxuta”, afirma.
Desde janeiro a gasolina já subiu nove vezes, o que representa um avanço de 50% no valor com todos os reajustes praticados neste ano. O último reajuste aconteceu no mês passado. Em nota, a Petrobrás disse que está acompanhando a elevação nos patamares internacionais de preços, de forma a garantir que o mercado siga sendo suprido sem riscos de desabastecimento.