A 22ª Festa da Cerejeira começou ontem na Apucarana na Associação Cultural e Esportiva de Apucarana (Acea) em Apucarana e segue até domingo. Em quatro dias de festa a expectativa é receber 30 mil pessoas, destas 4,8 mil vão garantir uma cumbuca de sukiyaki, principal prato da festa, que custa R$ 15. O número representa 16% do público visitante. Para atender a demanda, voluntários passam a tarde na cozinha cortando legumes. Só para ter uma ideia do trabalho são 500 unidades de repolho, acelga, couve-flor e 480 maços de brócolis.
Por noite são servidas cerca de 1,2 mil unidades somente de sukiyaki. De yakissoba, que é o segundo prato mais consumido pelos visitantes, a média é de 500 cumbucas. Para conseguir atender o público, os voluntários colocam a mão na massa, ou melhor, nos legumes no início da tarde. Este, aliás, é o segredo do sucesso, revela Keniti Ishida, membro da Acea, que de vez em quando assume o comando da cozinha. “Os legumes usados são fresquinhos e a carne de qualidade”, garante.
As colaboradoras Tioko Kazima, 81 anos, Takako Myadi, 76, e Yoshiko Matsiu, 88, esbanjavam disposição e habilidade no corte dos brócolis. O trio, que faz questão de participar todos os anos, garante que o gesto é uma maneira de ajudar a comunidade e manter a festa viva. “Desde que começou, eu venho ajudar. Eu sinto essa vontade de colaborar. Temos que que fazer alguma coisa enquanto conseguimos”, diz.
A colega Takako, por sua vez, observa que a atividade é exercida com compromisso. “Antigamente, nós cortávamos os legumes em pé na beira da mesa. Hoje em dia, cortamos sentadas, mas não deixamos de participar”, comenta a passagem do tempo.
Outra colaboradora cheia de disposição era Maria kono, 73. “Se não colaborarmos, a festa não sai”, argumenta. Aliás, para a festa ter continuidade, uma vez que faz parte do patrimônio imaterial do município, as novas gerações também precisam se inteirar. A veterinária Andressa Lika, 23, aproveitou a folga no trabalho para conhecer de perto os detalhes da culinária japonesa. “É a primeira vez que participo, mas sempre tive vontade. Se os jovens não vier, quem vai perpetuar a festa?”, indaga. Se depender de Andressa, que estava animada em seu primeiro dia, a Festa da Cerejeira vai continuar por longos anos.
Polícia monitora festa com câmeras
A segurança da 22ª Festa da Cerejeira, que acontece até domingo na Acea, em Apucarana, conta com um sistema especial de monitoramento da Polícia Militar (PM). Conhecido como Plataforma de Observação Elevada (POE), equipamento usado durante a realização da Copa do Mundo no Brasil, amplia o perímetro de observação.
O sargento Sidney Marques, observa que o equipamento é utilizando em eventos com grande movimentação de pessoas. “Tem sete câmeras fixas e três câmeras móveis, algumas com alcance de 2 km, sendo uma delas térmica. E outra, de 360 graus, que possibilita ter uma visão ampla no entorno do caminhão”, explica o sargento, que veio de Curitiba com dois soldados, para operar o equipamento.
Na avaliação de Marques, o equipamento facilita o trabalho. “Porque onde o olho humano não vê, as câmeras veem. Com isso, possibilita o deslocamento da nossa chegada mais rápida onde for requisitada”, diz.
O sargento comenta ainda que a equipe é solicitada principalmente para eventos com grande número de pessoas.