Agricultores da região começaram a calcular os prejuízos causados pela nova onda de frio nas lavouras. As plantações de trigo, milho, soja, banana e hortaliças mal se recuperaram dos danos causados pelas geadas registradas no fim de junho e meio de julho, enfrentaram temperatura negativa de até -1ºC na madrugada de ontem. As perdas no campo vão refletir também no bolso do consumidor, com a alta nos preços dos produtos e derivados segundo estimativa do Departamento de Economia Rural (Deral) do Núcleo Regional de Apucarana da Secretaria Estadual de Agricultura e Abastecimento (Seab).
O trigo foi a cultura mais prejudicada com a geada registrada na madrugada de quinta-feira. Conforme o Deral, aproximadamente 60% das lavouras estavam na fase inicial de florescimento e estão suscetíveis a perdas, pois o congelamento do grão nesta etapa provoca o abortamento. Os outros 40% das lavouras estão em fase de desenvolvimento vegetativo e não devem apresentar problemas. “Como é uma cultura que não apresenta os danos de imediato, ainda não é possível quantificar os prejuízos causados”, afirma o técnico do Deral de Apucarana, Adriano Nunomura.
MILHO
As plantações de milho, que já estavam sofrendo por conta da estiagem, foram ainda mais prejudicadas pelas geadas. De acordo com Nunomura, a estimativa é de quebra na produção devido aos dados causados em mais de 50% das lavouras no núcleo de Apucarana.
Na região de Ivaiporã, as perdas do milho devem ser ainda maiores. Conforme o engenheiro agrônomo Sergio Carlos Empinotti, do Deral do Núcleo Regional da Seab de Ivaiporã, o milho safrinha deve continuar contabilizando prejuízo para os produtores. “O milho vai ter um prejuízo muito grande, inclusive, as regiões mais ao norte que a gente achava não tinham sido atingidas.Em São João do Ivaí, São Pedro do Ivaí, ali atingiu de 60% a 70%. Além da área perdida perdeu-se também na qualidade”, completou Empinotti.
A quebra da safra de milho preocupa porque o grão em papel importante na alimentação animal.
Há ainda um possível prejuízo para as pastagens, que já estavam sofrendo também com a falta de chuvas volumosas.