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Geração de empregos reage na região

Cindy Santos

| Edição de 29 de março de 2022 | Atualizado em 29 de março de 2022
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O crescimento dos empregos com carteira assinada começou a reagir em fevereiro na região. Dados do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged), divulgado ontem pelo Ministério do Trabalho e Previdência, mostram 342 postos formais criados no mês passado em Apucarana, Arapongas, Ivaiporã, Jandaia do Sul e Faxinal. O saldo é quase sete vezes maior do que as 50 vagas registradas em janeiro. No acumulado dos dois meses a região soma 392 postos com carteira assinada. Dos cinco municípios, apenas Arapongas teve saldo negativo (leia o box).

O saldo total da região em fevereiro corresponde ao resultado obtido por Apucarana, que mais teve o melhor desempenho. Entre 1.796 admissões e 1.454 desligamentos, o município fechou com 342 vagas. As áreas que mais geraram postos de trabalho foram a indústria (201) e o setor de serviços (133). 

O secretário municipal da Indústria, Comércio e Emprego, Edison Estrope reforma o investimento contínuo do município em cursos profissionalizantes para criar mão de obra qualificada que atenda as demandas de vagas divulgadas pela Agência do Trabalhador. Como exemplo ele cita que todos os alunos dos cursos de costura industrial de camisetas e de eletricista foram contratados pelas empresas da cidade. 

“Houve um crescimento muito grande na área de confecções que está voltando ao mercado normal. As empresas estão crescendo e estão necessitando de pessoas capacitadas para trabalhar. Na parte de serviços o que está contratando bastante são os estabelecimentos do ramo gastronômico. Na Rua Osvaldo Cruz, por exemplo, foram abertos muitos estabelecimentos novos”, ressalta. 

As contratações também cresceram na região. Ivaiporã fechou fevereiro com 74 novos postos de trabalho. Faxinal também atingiu resultado positivo com 14 vagas formais, e Jandaia do Sul 4. 

PARANÁ

Com 28.506 postos de trabalho com carteira assinada em fevereiro o Paraná lidera como o estado que mais gerou empregos formais no sul do país. O saldo é resultado de 169.870 admissões e 141.364 demissões. No acumulado dos dois primeiros meses do ano, o Estado tem saldo de 47.804 postos abertos, ficando atrás apenas de São Paulo (142.513) e Santa Catarina (51.906). O levantamento é do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged), divulgado nesta terça-feira (29) pelo Ministério do Trabalho e Previdência.

“Mais uma ótima notícia que reforça os acertos da política econômica adotada pelo Governo do Estado. Emprego é nossa prioridade, a melhor política social que existe. Por isso o esforço para ampliar a atração de investimentos. De 2019 para cá, do início da nossa gestão, foram mais de R$ 100 bilhões confirmados em investimentos privados. Desempenho que se reflete nesses números robustos de empregos divulgados pelo governo federal”, afirmou o governador Carlos Massa Ratinho Junior.

Arapongas perdeu 92 postos trabalho 

Pelo segundo mês consecutivo Arapongas fechou com saldo negativo. O município registrou 1.565 admissões e 1.657 desligamentos, com a perda de 92 postos de trabalho em fevereiro. A indústria (-268) e o comércio (-18), setores que costumavam gerar mais empregos no município, foram os que mais perderam postos de trabalho. 

O secretário Municipal de Desenvolvimento, Inovação, Trabalho e Renda, Nilson Violato, analisou os dados e diz que a perda de vagas é um comportamento sazonal, ou seja, que sempre ocorre nesta época do ano como resultado das contratações extras firmadas no fim do ano anterior. De acordo com ele, existem pessoas contratadas em determinadas épocas para dar suporte às necessidades da indústria, setor que conta atualmente com 10 mil empregados. 

Em contrapartida, o secretário destaca o bom desempenho do setor de serviços que fechou com saldo positivo de 111 vagas. “Isso mostra que há um movimento dentro do quadro e que essa perda de vagas é sazonal. 

O secretário também atribui o resultado a atual conjuntura econômica com a inflação que interfere no poder aquisitivo dos consumidores e acaba refletindo nos resultados da indústria. “A perda de poder aquisitivo é muito ruim para a indústria. Janeiro e fevereiro foram um desastre para indústria moveleira e Arapongas é um polo moveleiro. E por isso as contratações não acontecem a contento”, comenta. 

Violato torce para uma reação do mercado para que março feche com novas contratações e saldo positivo no município.