O ministro do Planejamento, Dyogo Oliveira, anunciou nesta quinta-feira (30) que o governo federal fará uma espécie de pente-fino nos auxílios doença concedidos pelo INSS (Instituto Nacional do Seguro Social) para verificar a existência de eventuais irregularidades em trabalhadores afastados há mais de dois anos.
Segundo ele, os pagamentos do benefícios têm um custo anual de R$ 23 bilhões por ano, sendo que o montante de R$ 13 bilhões é pago apenas a pessoas licenciadas no período por problemas de saúde.
Ele explicou que será feita uma espécie de censo nesses casos para verificar se as pessoas continuam mesmo doentes ou se recebem o benefício por falta de perícia. Ele, ponderou, contudo, que o objetivo não é "retirar direitos" dos trabalhadores com problemas de saúde.
"Nós estamos adotando isso para diversos outros programas do governo federal para verificar a adequação entre os volumes dispendidos e a efetiva necessidade de recursos", disse.
Ele ressaltou que a iniciativa é um programa que ainda será inciado e que os detalhes serão anunciados mais para frente. O governo federal tem realizado pente-fino semelhante em programas sociais, como o Bolsa Família e o Minha Casa, Minha Vida, para verificar a existência de fraudes e irregularidades.
O ministro participou ontem de encontro do presidente interino, Michel Temer, com entidades comerciais, no Palácio do Planalto.
Em discurso a representantes de entidades comerciais, o ministro defendeu o aumento médio de 12,5% nos benefícios do Bolsa Família. (FOLHAPRESS)
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