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Greve dos médicos do INSS atrasa 4,2 mil perícias na região

Renan Vallim

| Edição de 03 de novembro de 2015 | Atualizado em 02 de dezembro de 2016

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Cerca de 4,2 mil perícias não foram realizadas na região por conta da paralisação dos médicos-peritos do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS), que já dura dois meses. Dos 10 profissionais que realizam esse trabalho nas agências de Apucarana, Arapongas e Ivaiporã, apenas dois estão atendendo. As negociações entre a categoria e o Governo Federal estão travadas e não há expectativa de retomada dos trabalhos.

Imagem ilustrativa da imagem Greve dos médicos do INSS atrasa 4,2 mil perícias na região

Os servidores do INSS encerraram a greve no final de setembro, mas os médicos, que negociam à parte, continuam a paralisação. Em Apucarana já são 2,4 mil perícias adiadas, segundo os grevistas. A agência local tem quatro médicos dedicados a realizar as perícias, sendo cada um responsável em média por 15 atendimentos diários. Todos eles estão em greve. As consultas continuam sendo marcadas e vão sendo reagendadas enquanto a greve não termina. Há ainda um perito licenciado.

Em Arapongas são também quatro peritos, sendo que um continua trabalhando. Quando a greve foi iniciada, no dia quatro de setembro, dois deles estavam em férias. Com isso, cerca de 1,2 mil perícias não foram feitas na cidade. Assim como na cidade vizinha, um médico está licenciado.

Dos dois peritos que trabalham em Ivaiporã, um entrou em greve e o outro continua trabalhando. Com isso, 600 perícias médicas deixaram de ser realizadas. Os profissionais de Arapongas e de Ivaiporã que continuam trabalhando fazem parte dos 30% da gerência de Londrina que devem atender a população. Todas as gerências do país também trabalham com essa porcentagem. São 11 agências dentro da gerência de Londrina, onde 31 médicos peritos atuam.

REIVINDICAÇÕES

O médico apucaranense e delegado da Associação Nacional dos Médicos Peritos da Previdência Social (ANMP), Cláudio Roberto Dias, lamenta a ausência de diálogo com o Governo Federal. “Estamos há quatro anos sem reposição salarial. Não queremos prejudicar os segurados do INSS, mas apenas melhorar o atendimento, através de uma carreira melhor estruturada dos peritos”.

Os médicos-peritos solicitam reajuste salarial de 27,5%, o que corresponde aos quatro anos de defasagem da categoria. Já o Governo Federal ofereceu 21%, distribuídos em quatro anos, proposta que foi recusada pela categoria. Outras reivindicações abrangem a redução da carga horária de 40 horas para 30 horas, com opção de 20 horas sem perdas salariais, a incorporação de benefícios aos salários, entre outros pontos.