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Greve faz movimento nas casas lotéricas subir até 30% na região

Renan Vallim

| Edição de 30 de setembro de 2016 | Atualizado em 02 de dezembro de 2016

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Diferentemente de outras greves bancárias, a paralisação desse ano - a maior já registrada e que chega hoje ao 25º dia - tem provocado pouco impacto na rede de lotéricas em Apucarana e região. Os estabelecimentos têm registrado movimento até 30% maior, bem abaixo do substancial aumento de outros anos. A popularização de serviços pela internet tem feito com que cada vez menos pessoas sejam impactadas pela greve, se tornando um dos principais fatores para o aparente clima de tranquilidade nas casas lotéricas.

Imagem ilustrativa da imagem Greve faz movimento nas casas lotéricas subir até 30% na região

Proprietária de uma casa lotérica em Apucarana, Michele Patzer afirma que o aumento foi menor neste ano do que em greves anteriores. “Acredito que o ‘internet banking’ hoje tem feito com que muitas pessoas deixem de depender do banco para fazer pagamentos, transferências e outros serviços. Do mês passado para esse, aumentou o movimento em cerca de 20%. No entanto, nessa época do ano, o movimento aumenta mesmo, quanto mais o fim do ano vai se aproximando. Além do mais, nem tudo dá para ser feito nas casas lotéricas”, ressalta.

Gerente de outro estabelecimento apucaranense, Luiz Carlos Gasparoti diz que o aumento do movimento com a greve foi de no máximo 30%. “Muita gente ainda depende do banco para alguns serviços. Nem tudo pode ser resolvido diretamente na lotérica. Além do mais, no final do mês as pessoas vão ficando sem dinheiro e o movimento cai mesmo. No início do mês, quando grande parte das pessoas recebe o pagamento, o movimento tende a ser maior, como foi no início da greve. Mas não dura muito e logo o movimento volta ao normal”.

Na tarde de ontem, a reportagem constatou o baixo movimento em diversas lotéricas na região central de Apucarana. Muitas delas tinham até três clientes, sendo o mais comum dois ou três. Um estabelecimento não tinha ninguém sendo atendido.

GREVE

Anteontem aconteceu a última reunião de negociação entre patrões e empregados do setor bancário até agora. Eles não chegaram a um acordo e a greve continua por tempo indeterminado em todo o Brasil.

A Fenaban (que representa os bancos) oferta abono de R$ 3,5 mil, com mais 7% de reajuste, extensivo aos benefícios. Também propôs que a convenção coletiva dure dois anos, com garantia, para 2017, de reajuste pela inflação acumulada e mais 0,5% de aumento real.

Os bancários querem reposição da inflação do período (9,62%) mais 5% de aumento real, além de outras reivindicações, como melhores condições de trabalho.

Na região, a paralisação dos bancários atinge 40 agências localizadas em 10 municípios.