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Greve já fechou 32 agências em seis municípios da região

Renan Vallim

| Edição de 14 de setembro de 2016 | Atualizado em 02 de dezembro de 2016

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Já são 32 agências bancárias fechadas na região por conta da greve do setor, que foi iniciada há uma semana. Além dos bancários de Apucarana, Arapongas e Ivaiporã, que aderiram à paralisação desde o primeiro dia, agora os de Jandaia do Sul, Cambira e parte dos profissionais de Faxinal também cruzaram os braços. Mais de 75% dos empregados nos bancos da região aderiram à greve, segundo o sindicato da categoria.

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Todas as 11 agências de Arapongas não funcionam desde o dia 6 de setembro. Mesma situação nas 10 agências de Apucarana e nas quatro de Ivaiporã. Nesta semana, as cinco agências de Jandaia do Sul também fecharam as portas, bem como a única agência de Cambira. Das três instituições em Faxinal, duas também estão em greve, totalizando 32 agências na região abrangida pelo Sindicato dos Bancários de Apucarana e Região.

“Nós gostaríamos de ampliar o número de agências, mas é bem difícil porque o sindicato tem um número restrito de pessoas. Não conseguimos ir a todos os municípios. Por isso, não há previsão para mais fechamentos de bancos”, explica a presidente do sindicato, Maria Salomé Fujii.

A paralisação continua gerando filas nos caixas eletrônicos. O aumento da demanda tem como reflexo problemas de manutenção dos equipamentos . “Aqui no Banco do Brasil, só dois caixas possuem papel para emitir comprovante. Acho isso um absurdo, porque a empresa deveria fazer a reposição do papel. Fiquei 40 minutos para conseguir usar o caixa eletrônico. Teria demorado 10 se fosse num dia normal”, diz o auxiliar administrativo João Paulo Miranda.

“A paralisação está causando muito transtorno. Esqueci de pagar um boleto e agora, sem o atendimento dos bancos, preciso atualizar no caixa eletrônico para pagar. As filas estão grandes e a gente perde muito tempo”, diz a vendedora Andreia da Mata.

As principais reivindicações dos bancários são a reposição da inflação em 9,62%, mais 5% de aumento real, participação nos lucros de três salários mais R$ 8,3 mil e vales refeição e alimentação no valor de R$ 880,00 ao mês. A categoria protesta contra o assédio moral e as metas abusivas que, de acordo com a Contraf, provocam doenças entre os trabalhadores.

Em sua última proposta, encaminhada na sexta-feira (9), a Fenaban ofereceu reajuste de 7% para os salários e benefícios, além de abono de R$ 3,3 mil, que seria pago até dez dias após a assinatura do acordo.