Pode parecer um ato banal, mas uma das práticas diárias mais importantes para prevenir infecções e doenças começa quando lavamos as mãos. Esses cuidados devem ser levados a sério não só em ambientes hospitalares, como na rotina das pessoas. Por isso, foi criado o Dia Mundial da Higienização das Mãos, comemorado hoje.
Quem esclarece sobre a importância de lavar e higienizar as mãos é a coordenadora do Serviço de Controle de Infecção Hospitalar do Hospital da Providência, Samanta Campaner. “Esse hábito pode evitar a proliferação de doenças, como a gripe, conjuntivite, bactérias multirresistentes (resistentes aos antibióticos), entre outras. Metade das bactérias hospitalares, por exemplo, estão presentes na comunidade”.
No dia a dia, de acordo com Samanta, o ideal é higienizar as mãos após o contato com ambientes públicos ou locais utilizados por pessoas diferentes. A limpeza pode ser com água e sabão, e também com álcool 70% (glicerinado ou em gel). “Só para ter uma ideia, a fechadura é um dos objetos mais sujos que estão por aí. Chegou no trabalho: lave as mãos e limpe seu local de atividade, como o computador. Chegou em casa ou em algum outro lugar: passe álcool”.
A primeira etapa da higienização correta, segundo a coordenadora, é passar o álcool ou água e sabão, nas palmas das mãos, entrelaçando os dedos. Depois passe o líquido ou gel no dorso da mão, seguindo para os polegares, articulações, unhas e cutículas (veja no infográfico). Por último, higienize os punhos. “Leve álcool na bolsa ou no bolso da calça. Crie o hábito”.
INFECÇÃO HOSPITALAR
Em um hospital, a higienização correta das mãos está diretamente relacionado ao no controle de infecção. Segundo dados do divulgados pelo hospital, a taxa global de infecção hospitalar do 2° semestre do ano passado foi 1,34% e atende o índice preconizado pelo Ministério da Saúde.
A taxa global foi, em média, 1,52% nos primeiros seis meses de 2016 e caiu para 1,34% no 2° semestre. O número atende ao índice preconizado pelo Ministério da Saúde que tolera até 5% de taxa de infecções nas unidades hospitalares.
O Providência mantém entre seus departamentos o Serviço de Controle de Infecção Hospitalar (SCIH), responsável por implantar e monitorar medidas que visam prevenir e reduzir a incidência ou gravidade das infecções hospitalares. Ainda de acordo com Samanta, a redução do indicador é reflexo de uma série de treinamentos e melhorias na assistência do paciente. “Estamos trabalhando para orientar técnicas aos profissionais da saúde e prevenir infecções”, ressalta.
Para ela, a colaboração dos pacientes e acompanhantes também é decisiva. (FERNANDA NEME)