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Homens paranaenses vivem, em média, sete anos a menos que as mulheres

Agência Estadual de Notícias

| Edição de 02 de agosto de 2016 | Atualizado em 25 de janeiro de 2022

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O Governo do Paraná lançou ontem, em Curitiba, a 5ª edição do Agosto Azul – o mês da Saúde do Homem. Neste ano, o Estado promove uma grande mobilização para alertar sobre a importância de tratar a saúde do homem trabalhador, com o intuito de diminuir os índices de adoecimento e acidentes relacionados ao trabalho.
A programação envolverá atividades em todo o Paraná, com ações educativas em indústrias, empresas, praças e avenidas, palestras, seminários, caminhadas, passeios ciclísticos, blitze em rodovias, além da oferta de testes rápidos, exames e outros serviços de saúde em pontos estratégicos.
“Será um mês intenso de atividades para chamar a atenção da população masculina. É preciso cuidar da saúde também no ambiente de trabalho e não esquecer de levar uma vida saudável fora dele”, destacou o superintendente de Atenção à Saúde da Secretaria de Estado da Saúde, Juliano Gevaerd.
Com o mote “Trabalhador: Passe um Tempo com você”, a campanha ressalta a necessidade do homem dedicar um pouco do seu dia para atividades saudáveis que lhe deem prazer. Praticar esportes, passear com a família, brincar com os filhos, comer bem e viajar são algumas das atividades que muitas vezes são deixadas de lado por conta da rotina movimentada do dia-a-dia.
O coordenador estadual da campanha, Rubens Bendlin, afirma que a intenção é propor um momento de reflexão, mostrando ao homem que a vida vai muito além do trabalho. “Temos que aproveitar melhor o tempo e nos dedicar mais a cuidar da saúde. Trabalho é importante, mas não pode prejudicar nossa qualidade de vida”, ressaltou.
No Paraná, os homens têm vivido em média sete anos menos que as mulheres. O motivo é a maior incidência de doenças cardiovasculares, somado ao alto índice de mortalidade masculina relacionada a acidentes de trânsito e violência interpessoal.
“Estima-se que na faixa etária entre 20 e 59 anos, a cada três mortes, duas são de homens. Quando olhamos os índices de mortalidade nas pessoas com idade entre 20 e 30 anos, essa proporção é ainda mais assustadora. A cada cinco mortes, quatro são de jovens do sexo masculino”, revelou Bendlin.