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Horta em casa é alternativa para saúde

IVAN MALDONADO IVAIPORÃ

| Edição de 28 de dezembro de 2017 | Atualizado em 25 de janeiro de 2022

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Alternativa de alimentação saudável e até de lazer, as hortas domésticas vêm ganhando espaço nas casas. Adepto da prática, o professor do curso de agroecologia do Instituto Federal do Paraná (IFPR) de Ivaiporã, Matheus Faleiros Silva diz que a produção dos alimentos em casa traz uma série de benefícios para quem cultiva. 

Imagem ilustrativa da imagem Horta em casa é alternativa para saúde

“Desde a função cultural, para você manter aquelas plantas e aquelas tradições e costumes da família, até a questão da segurança alimentar e nutricional”, destaca o professor, que elenca ainda benefício extra: horta combate o estresse. 
Em sua casa, ele cultiva as chamadas Plantas Alimentícias não Convencionais (Pancs) como araça do campo, araruta, língua de vaca e ora-pronopis. “Ora-pronopis é como se fosse uma cactácea, só que ela dá folha carnuda comestível. A planta apresenta um importante valor nutricional, com alto teor de proteínas, até mais do que o feijão. A língua de vaca, que muita gente considera que é mato, é uma planta alimentícia importante que enriquece muito a alimentação da família”, comenta Silva. 
A dona de casa Elizabeth Superbi da Silva, 73 anos, também gosta de cultivar o que vai para a mesa da família. No fundo do quintal da casa, os canteiros são bem diversificados; “Eu me criei na roça e sempre gostei muito de cuidar das plantas. Então desde que eu vim para cidade, há 40 anos, sempre tive minha hortinha. Planto de tudo, cebolinha, alface, rúcula, rabanete, hortelã, pimenta, couve, cenoura, beterraba, pimentão, agrião, berinjela, jiló, espinafre, abobrinha, maxixe, couve-flor e brócolis”, relata Elizabeth. 
Ainda segundo Elizabeth, assim como os filhos e os animais de estimação, a horta pede cuidados diários. “Dá trabalho, claro, mas é uma atividade deliciosa”. Além de plantar no próprio quintal Elizabeth, também conseguiu autorização de uma amiga, proprietária de um terreno vizinho, para plantar mandioca, quiabo, e ainda produzir acerola. 
“Todos os dias, a primeira coisa que faço é cuidar das minhas plantinhas, isso faz o meu dia mais feliz. É uma forma gratificante de se dedicar o tempo, fora a recompensa de se fazer deliciosas receitas livres de agrotóxicos de forma totalmente natural”, assinala. 
Com a horta familiar, Elizabeth tem à mão produtos sempre frescos e confiáveis. A cada visita ao supermercado ela acaba gastando bem menos do que gastaria se não tivesse a produção própria de verduras e legumes. “Na verdade só compro tomate, batata e cebola. Os produtos excedentes são para seus vizinhos, amigos e parentes”, comenta. 

Dicas para boa colheita


O professor do curso de agroecologia do Instituto Federal do Paraná (IFPR) de Ivaiporã, Matheus Faleiros Silva deu algumas dicas para garantir sucesso no cultivo de uma horta doméstivca. 
Segundo ele, os melhores horários para regar e manejar as plantas incluem o início da manhã ou final da tarde. 
Por conta das altas temperaturas e chuvas, o verão é um período complicado para as plantas. Paciência e atenção redobrada nessa época.
Uma boa medida é checar sempre se a terra está fofa. Se estiver endurecida, veja se está faltando água ou se a camada de matéria seca necessita de reforço.
A escolha das plantas também é importante. Algumas são perenes ou vivem durante várias safras, como é o caso das ervas, da berinjela e do pimentão. Outras têm apenas uma colheita, como o tomate, alface, e rúcula. “Misture esses dois tipos para sempre ter uma horta viva”, diz.
Quanto mais biodiversidade, melhor. “Troque mudas com amigos, arranje sementes diferentes e vá trazendo novas espécies”, comenta.