O governador Ratinho Junior assinou ontem decreto que dispõe sobre o monitoramento das informações de ocupação e disponibilidade de leitos públicos e privados em estabelecimentos de saúde no Paraná, com ou sem vínculo contratual com o SUS.
Agora, todos os hospitais devem registrar os atendimentos a pacientes suspeitos ou confirmados com a Covid-19 na Central de Acesso à Regulação do Paraná (Care), além de informar a disponibilidade de leitos de cada unidade. A atualização das informações deve ser realizada duas vezes ao dia.
O secretário estadual da Saúde, Beto Preto, explicou o objetivo do ato normativo. “Este decreto visa conseguir o registro obrigatório de pacientes suspeitos e confirmados com a Covid-19 por parte de hospitais privados que não usam o sistema Care. Essas informações irão auxiliar o Governo do Estado na implantação, ou não, de medidas mais restritivas, compra e solicitação de equipamentos hospitalares e medicamentos de intubação”, explicou Beto Preto.
Segundo as informações da Regulação Estadual de Leitos, ontem, o Paraná registrou 3.873 pacientes internados em leitos exclusivos SUS por suspeita ou confirmação da Covid-19, sendo 1.890 em UTI e 1.983 em enfermarias. A ocupação é de 93% e 67%, respectivamente. O total de pacientes internados em leitos SUS e privados (somente Curitiba) é de 4.863 pessoas. Destas, 4.336 estão em leitos SUS e 478 em leitos particulares. As informações de ocupação de leitos particulares, neste momento, só são repassadas pela Capital do Estado. A partir da publicação do decreto, os serviços hospitalares de todos os municípios deverão registrar os dados.
“Enquanto tivermos uma ocupação elevada de leitos com pacientes acometidos pela Covid-19 , essas unidades deverão informar todos os atendimentos e leitos disponíveis, diariamente, ao Governo do Estado”, acrescentou o secretário.
De acordo com o decreto estadual, as unidades precisam apresentar um Plano de Contingência para o enfrentamento da Covid-19 em que deverá prever que, pelo menos, 50% da capacidade operacional dos leitos privados clínicos e cirúrgicos não SUS e leitos de UTI adulto e pediátrico sejam remanejados para o atendimento exclusivo dos casos suspeitos e confirmados de Covid-19. A orientação de remanejamento não se aplica a leitos de algumas especialidades.