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Hospital da Providência alerta a população sobre a Sepse

Da redação

| Edição de 27 de setembro de 2017 | Atualizado em 25 de janeiro de 2022

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A equipe do Serviço de Controle de Infecção Hospitalar (SCIH) do Hospital da Providência faz um alerta sobre a sepse, uma doença grave, conhecida como infecção generalizada. A sepse, apesar do nome pouco conhecido da população, é uma das principais causas de óbitos no mundo. De acordo com o Instituto Latino-Americano de SEPSE (ILAS) a doença atinge 670 mil brasileiros ao ano, sendo hoje responsável por mais óbitos que o câncer ou o infarto agudo do miocárdio.

Imagem ilustrativa da imagem Hospital da Providência alerta a população sobre a Sepse

De acordo com o médico infectologista do Hospital da Providência, José Ruy Conde Alves, qualquer infecção quando não tratada rapidamente pode levar a sepse. “Essa infecção é a manifestação clínica de uma doença que repercute de uma forma mais severa que habitual. Por exemplo, uma infecção urinária ou pneumonia quando não tratada rapidamente pode evoluir para um quadro de sepse, ou seja, não é uma infecção de um órgão exclusivo, ela pode se localizar em todo o organismo”, afirma o especialista.
Uma pesquisa realizada pelo ILAS apontou que o desconhecimento da doença é uma das causas do atraso na procura de auxílio médico. “É muito importante a conscientização da população. A sepse é uma doença grave que deve ser tratada rapidamente e de forma correta. Orientamos para que o paciente evite automedicação e se ele apresentar sintomas como quadro de febre elevado, acima de 38°C, taquicardia, alteração de comportamento e alteração respiratória como falta de ar é indispensável procurar uma unidade de saúde para que seja realizado o diagnóstico clínico e exames laboratoriais. Uma vez constatada a sepse o paciente será encaminhado para o hospital”, explica.
Fatores como a predisposição genética e portadores de doenças crônicas, pacientes com baixo grau de imunidade, idosos e prematuros são alguns dos perfis que devem ter atenção redobrada. O médico destaca que no Hospital da Providência há uma equipe médica e de enfermagem que está sempre trabalhando e proporcionando o melhor tratamento para o controle da sepse desde a entrada desse paciente. “Nosso Serviço de Controle de Infecção Hospitalar também trabalha prestando todos os cuidados para que nossos pacientes não venham a desenvolver a sepse”, diz.
De acordo com a coordenadora do SCIH do Hospital da Providência, enfermeira Samanta Campaner, monitorar os primeiros sinais dessa doença é uma importante ferramenta, por isso o serviço está sempre em alerta dentro do Hospital. “Realizamos buscas nos setores de internação identificando todos os quadros de infecção e, quando identificado, contatamos o médico que inicia o tratamento. A equipe médica e de enfermagem do hospital acompanhará o quadro clínico desse paciente até o momento da sua alta”, explica.