A Secretaria Municipal de Saúde de Califórnia confirmou ontem a morte de uma mulher, de 88 anos, por complicações causadas pela Covid-19. A idosa morava no Lar São Vicente de Paulo que na semana passada teve surto da doença com 18 internos e três funcionários infectados pelo novo coronavírus. Em toda região, a doença matou pelo menos 15 idosos que viviam em instituições de longa permanência da região. A maioria estava vacinada.
A interna do asilo de Califórnia foi internada no Hospital Nossa Senhora de Fátima, em Jandaia do Sul, em virtude do agravamento da doença. O quadro de saúde da idosa evoluiu mal e ela faleceu na quarta-feira (30).
Ontem, a secretaria afirmou que funcionários e internos do asilo já estão imunizados com as duas doses da vacina contra a Covid. E que a idosa que morreu estava com a saúde fragilizada. Outras mortes pela doença foram registradas em asilos da região que também tiveram surto de Covid, como Arapongas (5) e Marilândia do Sul (2). Em Apucarana houve surto da doença antes da vacinação, em dezembro do ano passado. Na época 23 idosos testaram positivo para a doença e seis morreram. Em Kaloré um interno morreu após contrair a doença, porém não houve surto na unidade de acolhimento.
O chefe da 16ª Regional de Saúde, Altimar Carletto, explica que a vacina reforça o sistema imunológico, porém não oferece a garantia de que a pessoa não se infectará com o vírus. “Não há uma garantia de que não haverá óbitos. Em linha geral, a vacina diminui a gravidade dos casos e os óbitos. Mas nenhuma vacina oferece segurança 100% contra a Covid 19”, esclarece.
O chefe da regional também destaca que em uma instituição de longa permanência a população é mais idosa e com muitas comorbidades, que significa uma ou mais doenças associadas.
De acordo com Carletto, é necessário que os idosos, mesmo vacinados, continuem tomando os cuidados preventivos relativos a higiene pessoal, distanciamento, uso de máscara e álcool gel, para evitar contaminação.
“As pessoas imaginam que estarão livres da doença só se forem vacinadas. E não é isso o que acontece. Há que se tomar cuidados evitando as aglomerações, beijos, abraços, cuidar de não compartilhar utensílios. São cuidados que todos devemos ter, mas em ambientes de instituição de longa permanência mais ainda”, orienta.