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Imóveis fechados dificultam o trabalho de agentes de endemias

Da Redação

| Edição de 06 de janeiro de 2016 | Atualizado em 02 de dezembro de 2016

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O trabalho de campo dos agentes de endemias da Autarquia Municipal de Saúde de Apucarana vem sendo prejudicado pela dificuldade de vistoriar a imóveis na área urbana e nos distritos, onde estão concentrados as ações de combate ao mosquito Aedes aegypti. Além de muitos imóveis fechados, em razão da ausência dos moradores por conta do período de férias, há, ainda, a resistência de proprietários em permitir o acesso dos agentes, com medo de roubos.

Imagem ilustrativa da imagem Imóveis fechados dificultam o trabalho de agentes de endemias

O diretor de Vigilância em Saúde, veterinário Aguinaldo Aparecido Ribeiro, deixa claro que o proprietário dos imóveis tem o direito de exigir do agente de endemias o crachá de identificação. “Entendemos o receio dos moradores, pois tivemos notícias de ações de marginais em outros municípios. Em Apucarana, felizmente, isto nunca aconteceu, pois os agentes estão devidamente uniformizados e portando o crachá de identificação, sempre apresentado quando da visita ao imóvel”, explica o diretor.

Esta resistência dos moradores e o grande número de imóveis fechados tem preocupado a Divisão de Controle de Endemias, pois após as festas de final de ano, é bastante comum encontrar grande quantidade de recipientes com água, propícios para o desenvolvimento do mosquito transmissor da dengue. “Apucarana tem índice médio de infestação do mosquito – 1,7 – mas temos que continuar atentos para impedir que este número cresça”, diz Ribeiro.

Há ainda uma preocupação com os terrenos baldios, utilizados de forma irresponsável para descarte de lixo doméstico e até industrial. “Nestes locais os agentes realizam uma ampla verificação, visando eliminar os pontos com água parada, para impedir a proliferação do mosquito”, manifesta o diretor de Vigilância em Saúde.

NÚMEROS

Mesmo com este trabalho continuado na cidade e nos distritos, o município de Apucarana já registrou sete casos de dengue, sendo quatro importados e três autóctones, a partir das 145 notificações e exames realizados pelo Laboratório Central do Estado (Lacen).

As visitas realizadas pelos agentes de endemias, no ciclo agosto de 2015 a agosto de 2016, têm indicado que de cada 100 habitações, duas apresentam focos do mosquito transmissor da dengue. “Por esta razão estamos conclamando os moradores a realizarem a verificação dos seus imóveis e, desta forma, agir como agente de prevenção a doença”, completa o diretor.