As importações na região aumentaram 68% no primeiro bimestre de 2018, em comparação com o mesmo período do ano passado. O valor movimentado com a compra de produtos estrangeiros nos dois primeiros meses deste ano foi de US$ 37.456.013, contra os US$ 22.298.299 registrados em 2017. De acordo com economista, reaquecimento do mercado interno é o principal motivo para alta. Os dados são do Ministério da Indústria, Comércio Exterior e Serviços.
Das seis cidades que registraram importações em 2018, o maior aumento foi de São Pedro do Ivaí. O município importou mais de US$ 2,4 milhões em janeiro e fevereiro de 2018, um volume 748% maior do que os US$ 284 mil do ano anterior. A importação de enzimas ficou em primeiro lugar na cidade, representando 31,6% do total em 2018. Em seguida ficou a ração animal, com 19,5%, e vitamínicos, com 19%.
Outro município com aumento significativo das importações foi Jandaia do Sul, que havia registrado quase US$ 400 mil no primeiro bimestre de 2017. Neste ano, o valor saltou quase 190%, chegando a mais de US$ 1,1 milhão. Metade deste valor é composto por inseticidas. Já maquinários utilizados para trabalhar borracha ou plástico são responsáveis por 16,2% das importações.
Em Arapongas, o aumento foi de 67,7%. O município passou de quase US$ 17,9 milhões em 2017 para um valor próximo de US$ 30 milhões. Mais de 73% do volume importado é formado por compostos utilizados na indústria química. Já em Apucarana, os produtos mais importados em 2018 foram ligas de aço (14,7%) e medicamentos (9,3%). O município aumentou em 6,4% o volume de compras no mercado externo, passando de quase US$ 3,3 milhões para US$ 3,5 milhões.
Apenas Mauá da Serra registrou queda. O município importou US$ 195 mil em 2017 mas, no ano seguinte, deixou de comprar produtos de fora do país.
POSITIVO
O economista e professor da Universidade Estadual do Paraná (Unespar), Rogério Ribeiro, afirma que o aumento das importações é um sinal positivo. “Com o aquecimento da economia, a demanda por produtos aumentou, fazendo com que a indústria buscasse importar um maior volume de insumos no mercado externo”.
Ele aponta ainda a diferença entre os números de Apucarana e Arapongas. “Apucarana é uma cidade mais exportadora, tanto é que a balança comercial do município está sempre positiva [mais exportações do que importações]. Já a balança comercial de Arapongas é geralmente deficitária [mais importações do que exportações]. Arapongas tem o setor industrial com maior demanda por produtos estrangeiros. Acredito também que a cidade tem o mercado interno como principal foco”.
De fato, a balança comercial de Apucarana fechou com superávit de US$ 2,7 milhões, com US$ 6,2 milhões em exportações e US$ 3,5 milhões em importações no primeiro bimestre de 2018. Já Arapongas teve déficit de quase US$ 21,7 milhões, com US$ 8,3 milhões em exportações e US$ 30 milhões em importações.