Os consumidores das duas maiores cidades da região estão se endividando menos em 2016, segundo dados da Serviço Central de Proteção ao Crédito (SCPC) da Associação Comercial e Empresarial de Arapongas (Acia) e da Associação Comercial, Industrial e de Serviços de Apucarana (Acia).
Em Arapongas, de janeiro a novembro de 2015, foram incluídas 13.992 dívidas registradas no SCPC local. No mesmo período de 2016, foram registradas quase 2,7 mil contas a menos. Foram 11.343 dívidas novas, o que resulta em uma queda de 19%.
No ano passado, durante os 11 primeiros meses, 7.332 contas foram excluídas do SCPC. No mesmo período desse ano, o número ficou em 6.889, resultando também em queda, só que bem menor: 6%.
O saldo (inclusões menos exclusões) de 2015 ficou em 6.660 novos registros, contra 4.454 em 2016. Portanto, uma queda de 33% nesse período. Ao todo existem 18.187 consumidores cadastrados no SCPC araponguense. Eles acumulam 22.920 registros de contas em atraso, que representam R$ 11,2 milhões em dívidas.
A queda na inadimplência, segundo a Acia de Arapongas, também é efeito da crise. “As pessoas se tornaram mais realistas quanto à sua situação financeira. Todo mundo pôs os pés no chão e começou a enxugar os gastos por todos os lados”, avalia Elizabeth Liberato, gerente-administrativo da associação.
O proprietário de uma loja de calçados de Arapongas, Armando Inoue, concorda. “Muita gente está preocupada em eliminar os débitos. Elas estão mais conservadoras e acabam pensando melhor antes de gastar”, afirma.
Segundo ele, o comércio busca alternativas para reduzir a possibilidade de inadimplência, como a facilitação de pagamento. “Sempre oferecemos formas de parcelamento e negociação, no intuito de reduzir as chances de inadimplência”, ressalta.
APUCARANA
Como o SCPC da Acia apucaranense trabalha com uma base de dados diferente da araponguense, os dados absolutos não são divulgados, mas apenas as porcentagens. Houve uma queda de 11,90% nas inclusões de devedores de janeiro a novembro de 2016, em relação a 2015. As exclusões também caíram, mas em menor ritmo: 4,72%.
“Acredito que muita gente está deixando de comprar. O volume de vendas tem caído, infelizmente. A inadimplência continua e, por isso, buscam as formas mais seguras de vendas, como o cartão de crédito”, afirma a vendedora de uma loja de roupas, Samara Azevedo.