Um incêndio atingiu a agência central da Caixa Econômica Federal de Apucarana no final da tarde de ontem. Apenas alguns funcionários estavam no local, já que o horário de atendimento a clientes já havia sido encerrado. Uma pessoa foi encaminhada ao Hospital da Providência após desmaiar por conta da fumaça. A causa oficial do incêndio ainda não foi apurada.
De acordo com funcionários da agência, a situação de emergência foi iniciada em torno das 17h30. Menos de 10 funcionários estavam dentro da agência, realizando procedimentos administrativos. “Começou do nada. Eu estava no segundo andar quando comecei a sentir um cheiro muito forte. Todo mundo ficou incomodado. De repente, uma fumaça preta muito espessa tomou conta de tudo. Então saímos correndo, mas não conseguíamos sair. Não achávamos a porta”, disse um funcionário que não quis se identificar.
Os funcionários começaram então a bater nos vidros da fachada da agência e a pedir socorro. Pessoas que estavam andando na rua conseguiram quebrar um dos vidros utilizando pedras e ajudar as pessoas a saírem da agência. Uma funcionária chegou a desmaiar e precisou ser levada de ambulância para o Hospital da Providência.
A forte e espessa fumaça dificultou o trabalho dos bombeiros. A baixa visibilidade impossibilitou as equipes de realizarem uma vistoria mais aprofundada no prédio. Os bombeiros precisaram utilizar cilindros de oxigênio para adentrar no local. Um compressor de ar foi utilizado para tentar expelir a fumaça de dentro da agência. Até as 20h30 de ontem, bombeiros continuavam no local e a causa para o incêndio ainda não havia sido revelada.
“No momento que tudo aconteceu, uma equipe estava fazendo a manutenção de um aparelho de ar condicionado. Um cheiro bem forte foi sentido por todos um pouco antes da fumaça aparecer. Parecia que um gás havia saído do aparelho, não sei. Acredito que possa ter sido essa a causa”, afirma outro funcionário, que também preferiu não se identificar. O gerente da agência não quis se pronunciar.
Lojistas da região se assustaram. Bianca Carleto, proprietária de uma floricultura situada ao lado da agência, disse que percebeu a situação quando ouviu os funcionários da Caixa batendo no vidro e viu uma movimentação diferente das pessoas na rua. “Aconteceu de repente. As pessoas começaram a ajudar os funcionários a saírem da agência, uma mulher chegou a desmaiar, uma correria, um caos. Muita fumaça”.
O marido de Bianca, Jaime Carleto, também estava na loja. “Graças a Deus, não houve vítimas graves. Depois de vermos que ninguém havia ficado ferido, nosso medo foi de que algo acontecesse na floricultura. Desligamos a chave geral da energia elétrica, só para garantir”, disse.