O incêndio ocorrido na semana passada na agência da Caixa Econômica Federal (CEF), na Praça Rui Barbosa, em Apucarana, gerou alerta para a necessidade de implantação de planos de prevenção e combate a incêndio, além da manutenção de equipamentos de segurança, como extintores e placas sinalizadoras. Entre sexta-feira e ontem, uma empresa especializada do setor registrou um aumento de 30% na procura por extintores e regularização do plano de combate a incêndio e instalação de sistema de detecção de fumaça. A procura reforça uma constatação do Corpo de Bombeiros, que encontrou falhas em cerca de 80% das 4.447 vistorias realizadas no ano passado.
De acordo com o comandante do Corpo de Bombeiros de Apucarana, major Hemerson Saqueta, em 2016, foram atendidos 116 incêndios nos 19 municípios pertencentes ao Subgrupamento, sendo 67 somente na sede da corporação. Ontem, um princípio de incêndio em loja de calçados, na Avenida Curitiba, área central de Apucarana, chamou a atenção de pedestres e assustou funcionários.
“Assim que sentimos o cheiro de fumaça, acionamos o Corpo de Bombeiros e também ligamos para o eletricista. Houve uma pane elétrica. Ninguém ficou ferido, mas assusta principalmente depois do caso da Caixa”, diz o gerente da loja, Rodrigo Barrena.
Saqueta explica que, no caso da Caixa Econômica, o plano de prevenção de incêndio, sinalização, entre outros itens de segurança, estavam de acordo com a legislação. “Todos os itens de segurança funcionaram, o que facilitou o trabalho dos bombeiros no combate ao incêndio”, afirma.
Na avaliação de Saqueta, a estimativa é que este índice de irregularidade diminua neste ano. “A primeira vistoria apontou que 80% a 85% apresentavam alguma falha. Nós fomos muito criteriosos nessas vistorias nos locais de concentração de público, porque é uma segurança para os frequentadores, mas também aos empresários, porque, ao seguirem às orientações, diminuem consideravelmente possíveis focos de incêndio”, analisa.
Ainda segundo o comandante dos Bombeiros, 30 dias após a primeira vistoria, uma equipe retorna para verificar se a orientação foi seguida. “Caso não tenha, damos mais 30 dias. Em geral, os empresários têm 90 dias para fazer as adequações. Acreditamos que, após esse prazo, o índice de regularidade vai cair muito até porque os órgãos fiscalizadores, que tem o poder de vetar o funcionamento, estão mais rígidos”, diz.
REFORMA
O incêndio no prédio da Caixa durou cerca de 10 horas. O prédio passou por duas vistorias, uma na sexta e outra ontem de manhã. De acordo com a Defesa Civil, o fogo não danificou a estrutura física do prédio. A assessoria da Caixa Econômica não soube precisar ontem quando será dado início à reforma, uma vez que estava aguardando o laudo da Defesa Civil.