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Indefinição marca vagas temporárias

Renan Vallim

| Edição de 13 de setembro de 2016 | Atualizado em 02 de dezembro de 2016

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Se em anos recentes, a contratação de trabalhadores temporários era dada como certa no final do ano em Apucarana e região, 2016 vem se mostrando uma grande incógnita. Enquanto alguns setores mostram desconfiança e até pessimismo com a situação do comércio, há indícios de melhora no setor industrial, o que pode fazer com que a economia local volte a caminhar com mais vigor.

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A contratação de funcionários temporários, que visa suportar o crescimento de consumidores no período das festas de fim de ano, ainda não começou. As empresas começam a procurar os trabalhadores a partir do final do mês de outubro. No entanto, a situação atual do comércio tem desanimado muitos lojistas.

Gerente de uma loja de calçados em Apucarana, Rodrigo Borges explica que isso deve se refletir na contratação de profissionais temporários. “Contratávamos até cinco funcionários para dar conta do movimento de final de ano. Alguns deles se destacavam e nós inclusive oferecíamos a vaga em definitivo. No entanto, este ano está com um movimento bem abaixo dos outros. Se contratarmos, será no máximo dois temporários”.

Segundo ele, a redução é efeito da crise econômica enfrentada pelo país. “As vendas caíram. Não tem como contratar. Se fosse ano passado, já estaríamos fazendo as entrevistas para contratar os temporários. O único movimento que aumentou é a entrega de currículos. Todo dia recebemos alguns”, ressalta.

“Tudo depende do comércio”, frisa a gerente da Agência do Trabalhador de Apucarana, Cinira Martins Waldrich. “O maior número de vagas temporárias aparece no varejo, tanto nas lojas do centro da cidade quanto nos supermercados. Se o comércio vai mal, o número cai”, afirma.

No entanto, segundo ela, a economia dá sinais de melhora. “Alguns setores, como a indústria de confecção, retomou as contratações. As vagas voltaram a subir, o que nos deixa esperançosos. Se a situação continuar a melhorar, podemos ter um bom volume de contratações para o final do ano”, diz a gerente.

Na verdade, as contratações da indústria têm dois pontos positivos: o primeiro é que a indústria está produzindo mais. Portanto, a demanda no comércio está aumentando. O segundo é que, com mais gente empregada, há mais consumidores em potencial. Mas continua incerto se isso vai se refletir positivamente no comércio até o final do ano, a ponto de influenciar na contratação de temporários.

“Nós sempre procuramos nos manter otimistas, mas ainda não dá para saber ao certo como vai ser. Nossa torcida é para que as contratações de temporários aumentem, mas só iremos ter um posicionamento mais concreto daqui há algumas semanas”, afirma a gerente da Agência do Trabalhador de Arapongas, Marlene Fantachole.

Atividades para todos os perfis

De acordo com as Agências do Trabalhador da região, cada cargo exige um perfil de empregado diferente. Nos supermercados, os caixas devem ter geralmente o Ensino Médio completo. Já para empacotador, pessoas jovens e com vigor físico são geralmente escolhidas.

Para vendedor de comércio varejista, quase todas as vagas exigem experiência e são destinadas a pessoas com mais de 20 anos de idade. Outros cargos, como auxiliar geral, são destinados para pessoas mais jovens e sem experiência. Os empregos temporários são uma boa forma de buscar a contratação definitiva, como aconteceu com Marcelo Fernando Aguilar, hoje funcionário de uma loja de calçados em Apucarana.

“Depois de muito procurar, consegui um emprego temporário como auxiliar geral em 2012. Três meses depois, fui contratado em definitivo e estou até hoje empregado”, afirma ele. “Acredito que os empregos temporários são uma boa opção, uma oportunidade para pessoas como eu, que não tinham experiência e que enfrentavam dificuldades em entrar no mercado de trabalho, para conquistar o emprego definitivo”, diz Marcelo.