Apesar dos efeitos da pandemia do coronavírus nos setores produtivos da região em 2020, os setores mais representativos da indústria em Apucarana e Arapongas projetam expectativas de crescimento para este ano. Os balanços ainda dos polos moveleiro e da confecção ainda não foram fechados, mas a avaliação geral é que 2020 foi um ano de crescimento.
Irineu Munhoz, presidente do Sindicato da Indústria de Móveis de Arapongas (Sima), diz que mesmo sem o balanço do comparativo com o ano anterior, pode prever aumento de 5% no volume de produção. “Assim como ocorre todo começo de ano, há um desaquecimento e temos trabalhado bastante, mas o fim do ‘Auxílio-Emergencial’ do governo, que trouxe maior poder de compra, influenciou parcialmente na atividade industrial”, explica.
Ele comenta que o resultado deve ficar pouco abaixo do que foi celebrado no ano anterior. “O período mais agudo ocorreu entre março e abril quando tudo parou, mas depois foi recuperando com o passar dos meses”, cita.
Com relação à expectativa dos moveleiros de Arapongas para 2021, mesmo no segundo mês do ano, Irineu diz que o sindicato aposta em crescimento. Um dos motores do avanço, segundo ele, é o efeito ‘home office’ em alta na pandemia. “Para 2021 é possível prever um crescimento na ordem de 5 a 7%. Eu acredito que a realidade do home office fez as pessoas valorizarem mais as residências e com isso há um crescimento na indústria”, justifica.
Elizabete Ardigo, preside o Sindicato da Indústria do Vestuário de Apucarana e Vale do Ivaí (Sivale) e avalia que mesmo com a falta de matéria prima o setor registrou fechou o ano bem. “Acreditamos que a produção das nossas fábricas cresceu em torno de 10% e o faturamento pode ser estimado com um aumento de 15%” em 2020, pondera Elizabete.
As indústrias se mantiveram em ativade na pandemia – não houve interrupção da produção – com, inclusive, ampliação dos segmentos. Hoje Apucarana também fabrica insumos médicos. “Atualmente são seis empresas em Apucarana fabricando acessórios com autorização da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa). Elas produzem cerca de 10 milhões de máscaras por mês, trabalhando 24h por dia”, enfatiza.
PARANÁ
O Governo do Paraná, divulgou ontem que a produção industrial no estado fechou dezembro de 2020 com crescimento de 2,8% em relação a novembro, oitavo mês consecutivo com resultado positivo, superando a queda do período mais restritivo da pandemia do novo coronavírus.