Dois municípios da área de atuação da 16ª Regional de Saúde (RS) de Apucarana registram índice de infestação do mosquito Aedes aegypti considerado crítico. Em Marilândia do Sul e Rio Bom, percentual é considerado como de risco de epidemia, deixando em alerta autoridades de saúde da região. Dos 17 municípios da área do órgão, outros 12 estão com infestação acima do preconizado.
Marilândia do Sul tem o índice de infestação mais alto do mosquito. De acordo com o Levantamento Rápido de Índices de Infestação pelo Aedes aegypti (LIRAa) divulgado ontem, agentes de endemias encontraram focos do inseto em 6,1% das residências da cidade. Em agosto, mês do último levantamento, o índice era de 3%.
De acordo com as Diretrizes Nacionais para Prevenção e Controle de Epidemias de Dengue, do Ministério da Saúde, é considerado aceitável um índice de 0,9% ou menor. Entre 1% e 3,9%, a situação é considerada de alerta. Acima desta faixa, as autoridades de saúde classificam como situação de risco de epidemia.
Por isso, o prefeito Aquiles Takeda Filho (PV) se mostra preocupado. “Ainda não temos casos confirmados no município e esperamos não tê-los. Mas, com um índice assim, o cuidado precisa ser redobrado, pois as consequências negativas podem ser ainda maiores. O poder público tem feito a sua parte, com ‘arrastões’ em bairros com maior incidência, orientando e fiscalizando, mas é preciso que a população se conscientize também”, destaca.
Rio Bom é outra cidade que está em situação de risco de epidemia, com índice de 4%. Em agosto, a infestação era de 1%. O prefeito Ene Benedito Gonçalves (PDT) afirma que a administração tem buscado viabilizar a rede de esgoto no município, o que auxiliaria no combate ao mosquito. “Hoje, não há esgoto em Rio Bom e as fossas acabam se tornando criadouros. Nestes períodos de chuva e calor, a situação piora ainda mais, tanto que me assustei com o índice. Também estamos trabalhando para conscientizar ainda mais a população para eliminar os focos do Aedes aegypti”.
O chefe da Divisão de Vigilância em Saúde da 16ª RS, Marcos Costa, explica que o cuidado deve ser redobrado, visto que os dois municípios registraram duas das últimas grandes epidemias da região, em 2015. “Períodos de calor intercalados com chuva favorecem a propagação do Aedes aegypti, por isso a população precisa estar ainda mais atenta. Já entramos em contato com os municípios com índices mais altos para desenvolver ações com ainda mais ênfase, oferecendo apoio técnico”.
Para ele, apesar de altos em boa parte dos municípios da região, os índices estão dentro do esperado. “Agentes de todos os municípios foram treinados e estão preparados. É importante ressaltar que, neste ano epidemiológico, apenas um caso foi confirmado, em Arapongas”, diz. O ano epidemiológico tem início em agosto.
Além dos dois municípios em situação de risco citados acima, há 12 cidades em situação de alerta, entre elas Apucarana (1,9%), Arapongas (2,4%), Faxinal (1,3%) e Jandaia do Sul (2,3%). Outras três apresentam números aceitáveis: Bom Sucesso (0,8%), Cambira (0,8%) e Sabáudia (0,5%).
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