O chefe da Divisão de Vigilância em Saúde da 16ª RS de Apucarana, Marcos Costa, afirma que a situação epidêmica em Kaloré está sendo monitorada de perto. “Além de atuar no município, estamos também fazendo um alerta nas cidades vizinhas para que façam um acompanhamento dos casos”, comenta.
Segundo ele, até agora, com exceção de Kaloré, a regional tem um registro de casos considerado controlado. “Não é uma quantidade tão expressiva, mas não esperávamos ter uma situação de epidemia nesta época do ano”, admite.
Ele também alerta que os índices de infestação do mosquito preocupam mais que o número de casos. Dos 17 municípios da 16ª RS, cinco estão com infestação superior a 3,9%, classificada como de alto risco para epidemia: Kaloré (5,8%), Faxinal (4,8%), Marilândia do Sul (4%), Marumbi (8,4%) e Rio Bom (10,6%). Apenas dois municípios, Mauá da Serra (0,9%) e Sabáudia (1%), tem índice de infestação dentro do que a OMS considera ideal e de baixo risco.
Com a restrições impostas pela pandemia da Covid-19, que torna a entrada dos agentes de endemias no imóveis não aconselhável, a população precisa dar uma contribuição maior para evitar a proliferação do mosquito. “As orientações são as mesmas de sempre e priorizam evitar o acúmulo de água, mas precisam ser seguidas”