A Secretaria Municipal de Saúde de Arapongas divulgou ontem o resultado do segundo Levantamento Rápido do Índice de Infestação por Aedes Aegypti (LIRA) do ano. O levantamento foi realizado entre os dias 11 e 15 de abril e apresentou um índice de 0,4%, contra o primeiro Lira realizado em janeiro, que apontou 2,4%. Em Apucarana, os índices também tiveram redução (ver box).
Conforme o secretário de Saúde de Arapongas, Antonio Garcez Novaes Neto este percentual, apesar de mostrar uma diminuição drástica, ainda não tira o município da situação de sobreaviso em relação à dengue. O índice considerado aceitável pela OMS é de 1%.
Ele acrescenta que a Secretaria de Saúde continua na mesma estratégia, que é envolver tanto os agentes de endemias, como a própria população, que deve se empenhar cada vez mais em ações preventivas a serem adotadas em seu cotidiano, contra a proliferação do vetor da doença.
"Para a população, a palavra de ordem continua sendo a mesma, ou seja, eliminar todo e qualquer objeto que possa acumular água, diminuindo assim as condições favoráveis para a proliferação do mosquito transmissor da dengue", alertou o secretário.
Segundo ele, os bairros com maiores índices de infestação estão na Zona Sul, Jardim Brasil, Jardim San Raphael, Vila Araponguinha e nos Distritos de Aricanduva e do Campinho.
Ele finaliza informando que entre agosto de 2015 e janeiro de 2016 o município de Arapongas registrou 42 casos positivos de dengue, sendo que neste mesmo período foram apontados mais 168 notificações de casos suspeitos.
Vistorias chegaram a 58 mil imóveis
A cidade de Apucarana apresenta 1,1% de presença do mosquito Aedes aegypti. É o que mostra o 1° Levantamento Rápido de Infestação (Lira), realizado pelos agentes de endemias da Autarquia Municipal de Saúde (AMS), de 11 a 15 de abril, em 58.511 imóveis das cinco regiões da cidade. O resultado coloca a cidade em risco médio para dengue e o resultado do Lira é menor em relação ao registrado em janeiro, quando alcançou 2,5%.
Apesar da redução, o diretor presidente da AMS, Roberto Kaneta, considera fundamental que a população continue realizando a vistoria em seus imóveis, para eliminar os focos do mosquito transmissor das três doenças. “Hoje temos o registro de 73 casos de dengue na cidade, sendo 60 de origem local, demonstrando a presença do Aedes aegypti em nosso território, um risco constante à saúde da população”, alerta Kaneta.