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Infestação do mosquito Aedes aegypti preocupa nos distritos

Da Redação

| Edição de 21 de janeiro de 2016 | Atualizado em 02 de dezembro de 2016

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Levantamento realizado pela Autarquia Municipal de Saúde (AMS) de Apucarana, em quatro distritos, identificou um índice de infestação de 3,65%, considerado de médio risco para epidemia de dengue. A situação mais grave é do distrito de Vila Reis, onde o índice alcançou 4,94% de infestação predial, tornando a localidade como de alto risco. O levantamento também indicou os índices de infestação em Caixa de São Pedro, com 2,91%; Distrito do Pirapó, 2,88% e Correia de Freitas, 1,59%.

O diretor do Departamento de Vigilância em Saúde, veterinário Agnaldo Aparecido Ribeiro, afirmou ontem ser fundamental a conscientização dos moradores do distrito da Vila Reis, para evitar uma epidemia de dengue no bairro e, por conseguinte, até mesmo a cidade de Apucarana.

Imagem ilustrativa da imagem Infestação do mosquito Aedes aegypti preocupa nos distritos

“Apenas a ação dos agentes de endemias não basta, caso os moradores não mantenham os quintais limpos, livres de materiais que permitam a disseminação do mosquito transmissor da doença”, manifesta Ribeiro.

Quanto aos outros distritos, o diretor salienta que os índices estão dentro da normalidade, reiterando ser fundamental que a população continue mobilizada. “Somente o poder publico, através dos agentes de endemias, não conseguirá manter a cidade e seus distritos livres do mosquito transmissor da dengue, zika vírus e febre chikungunya, três doenças espalhadas pelo País e causando mortes. É preciso a união de todos”, completa o veterinário.

A preocupação com as três doenças tem chegado também a outras instituições, como o Serviço Nacional de Aprendizagem Comercial (Senac) e Serviço Social da Indústria (Sesi), que programaram ações para a conscientização da população, com a distribuição de folhetos no centro de Apucarana, com a participação da Autarquia Municipal de Saúde.

INVESTIMENTOS

Ontem, o governador Beto Richa (PSDB) autorizou o repasse de R$ 22,1 milhões para o desenvolvimento de ações na área de vigilância em saúde, por meio do programa VigiaSUS. O recurso será depositado hoje aos 399 municípios do Estado e pode ser utilizado no financiamento do combate à dengue, zika, chikungunya e outras doenças. O aporte financeiro é somado aos R$ 10 milhões repassados para o setor no fim de dezembro, também pelo VigiaSUS, e aos outros R$ 7 milhões destinados aos municípios no início de janeiro, oriundos do programa Saúde do Viajante.

Estado incentiva pesquisa sobre o zika vírus

A parceria entre as secretarias de Estado da Saúde e da Ciência, Tecnologia e Ensino Superior dará início a um novo edital que seleciona projetos de pesquisa sobre o zika vírus no Paraná. A abertura do chamamento está programada para acontecer ainda no primeiro semestre de 2016.
Os secretários da Saúde, Michele Caputo Neto, e da Ciência, Tecnologia e Ensino Superior, João Carlos Gomes, reuniram-se ontem com o presidente da Fundação Araucária, Paulo Roberto Brofman, e o diretor administrativo e financeiro da fundação, José Carlos Gehr, para estabelecer as regras do edital.
“Vamos dar incentivo a diversos tipos de pesquisas que dizem respeito ao zika vírus. O edital vai abranger estudos que vão desde a prevenção e o combate ao vetor Aedes aegypti, até o diagnóstico de casos e possíveis tratamentos para a doença”, salienta Michele.
Neste momento, a Secretaria da Ciência, Tecnologia e Ensino Superior está disponibilizando R$ 1 milhão para o edital. “Já definimos o valor inicial, mas continuamos em contato com parceiros para que possamos aumentar essa quantia”, explica Gomes. (AEN)