A volta às aulas em 2022 será marcada pela alta nos preços do material escolar. Os aumentos em geral, devem seguir reajuste de médio de cerca de 30%, apontada pela Associação Brasileira de Fabricantes e Importadores de Artigos Escolares (Abfiae). Contudo, outros produtos, como os importados e de marcas licenciadas, podem chegar a até 70% de aumento, segundo lojistas de Apucarana.
De acordo com o lojista Felipe Ferreira, todos os produtos tiveram alta nos preços, que variam de 15% a 70%. “As mochilas, cadernos, materiais de papel em geral e lápis de cor, subiram em média de 15% a 30%, dependendo da marca. Alguns fabricantes até mantiveram o preço do ano passado. Já os produtos de marcas licenciadas, como cadernos de personagens mais famosos, chegaram a ficar até 70% mais caros. A pandemia influenciou muito, teve quebra na produção em geral, falta de matéria-prima e o dólar alto, tudo isso influencia no preço”, explicou o dono da loja.
Para José Lázaro Bresciani, proprietário de outra loja de materiais escolares em Apucarana, os materiais importados é que terão o preço mais ‘salgado’, com aumento de até 50%. “Em média o material está 30% mais caro, mas no caso dos importados, os aumentos podem chegar a até 50%, principalmente por conta da moeda estrangeira e também da cobrança do ICMS no estado que é mais caro”, justificou.
Em relação aos materiais de papel em geral, o aumento ficou em torno de 20%, segundo o lojista. Sulfites, cadernos e todo o material que envolve papel também ficaram de 20% a até 30% mais caros. “Em relação aos outros produtos como lápis, canetas, borrachas e outros artigos comuns da lista, os preços se mantém iguais aos do ano passado”, disse.
Daniela Bernardo, também é proprietária de papelaria na cidade. Para ela, o aumento geral nos preços das matérias-primas, aliado à demanda dos consumidores, fez os preços dispararem. “A pandemia fez os preços aumentarem muito desde o ano passado, cada mês que fazíamos compras, o preço era diferente. Tivemos cerca de 20% de aumento nos materiais que envolvem papel e celulose, papel sulfite, cadernos e afins. Já no caso dos materiais que envolvem plástico, a alta foi ainda maior, cerca de 44%. As pastas, ficheiros e outros tipos de materiais que utilizam esta matéria prima, já podem ser encontrados bem mais caros nas prateleiras. O aumento na procura por esses materiais também acaba influenciando o preço”, considerou a lojista.