Reflexo da queda da inflação, dados divulgados nesta semana pelo escritório regional do Departamento de Economia Rural (Deral), mostram que os preços de alimentos na região de Ivaiporã permaneceram estáveis, com pequeno descenso, nos últimos 12 meses. Sete dos 20 itens que compõem a cesta básica pesquisada em Ivaiporã apresentaram queda de preços em abril comparativamente ao mesmo mês em 2016. A retração dos preços constatada tem relação direta com a desaceleração do ritmo da atividade econômica, que produz efeitos junto aos consumidores.
Alguns dos produtos tiveram redução acentuada, caso da carne suína, o pernil, por exemplo, cujo quilo caiu 24,80% e está sendo vendido em média a R$ 8,49 ante os R$ 11,29 apurados pela medição anterior. No entanto, a cebola foi o produto que apontou maior redução nos preços, se na pesquisa de abril de 2016 era vendida por R$ 3,11 no mês passado estava sendo comercializada em média por R$ 1,19 o quilo, uma retração de 61,73%. Também tiveram redução os preços da carne bovina, feijão carioca, batata lisa, óleo de soja e cenoura.
De acordo com engenheiro agrônomo do Deral, Randolfo Oliveira, a redução é sinal do aperto no orçamento, o consumidor tem feito ajustes no seu cardápio e optado por levar para casa produtos mais baratos, forçando a queda de preços. “O aperto impôs mudanças de hábitos das pessoas, que, além dos ajustes no guarda-roupa e com lazer, também procuram reduzir os custos na despensa com a realidade atual”, comenta Oliveira.
No caso da carne bovina, a retração nos preços também é reflexo da operação Carne Fraca desencadeada em março, que afetou o setor. O coxão mole mole que em abril do ano passado era comercializado em média por R$ 24,90 o quilo, foi vendido no mês passado a R$ 22,90, uma redução de 8,3%.
Dos 13 produtos que tiveram aumento, a banana nanica foi a grande vilã e teve alta de preços em todos os meses de 2016. No ano passado, o quilo da banana era comercializada, em média, a R$ 1,98, neste ano saltou para R$ 3,49. Com isso, o reajuste de preço acumulado nos últimos 12 meses foi de 76,26%. O fubá, também teve forte reajuste, de R$ 1,68 passou para R$ 2,65 neste ano, um aumento de 57,73%, em razão da alta do preço do milho no ano passado.
A cotação dos preços de varejo regional são realizadas mensalmente durante o ano todo, nos mesmos estabelecimentos comerciais, explica Oliveira. As marcas e os tipos de produtos também são levados em consideração. “Existe uma variedade enorme de tipos de alimentos. As pesquisas são feitas de forma sincronizada nos mercados da região, procurando uma melhor avaliação da evolução dos preços”, destaca Oliveira.