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Itens recuperadas pela polícia somam cerca de R$ 40 mil na 17ª SDP

Vanuza Borges

| Edição de 26 de março de 2017 | Atualizado em 25 de janeiro de 2022

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Celulares, relógios, aparelhos de DVDs, furadeiras, televisores e óculos são os objetos mais comuns no depósito de objetos apreendidos na 17ª Subdivisão Policial (SDP), de Apucarana. Na lista de produtos apreendidos também estão furadeiras, motosserras, perfumes, máquinas de lavar, entre outros. Entretanto, o que chama a atenção são três espadas e uma balestra, instrumento usado no lançamento de dardos. Os produtos estão avaliados em cerca de R$ 40 mil, mas só podem ser retirados com nota fiscal em mãos.

Imagem ilustrativa da imagem Itens recuperadas pela polícia somam cerca de R$ 40 mil na 17ª SDP

O superintendente da 17ª SDP e chefe do Departamento de Furtos e Roubos, Cláudio Dias da Silva, explica que a maioria dos produtos foram apreendidos durante mandados de busca e apreensão em pontos de tráfico de drogas na cidade
. “Outra situação comum em que os produtos são apreendidos é durante flagrante de crimes de furtos, roubos feito tanto pelas Polícia Civil e Polícia Militar”, comenta Silva.
O policial civil Edson Freitas, responsável setor de objetos apreendidos, observa que os produtos apreendidos em pontos de tráfico dificilmente são retirados pelos proprietários.
“Em alguns casos, por não ser objetos de grande valor, as vítimas não procuram à Delegacia. Em outros, não têm a nota fiscal, que comprova a propriedade do item em questão. Nenhum produto é entregue sem nota fiscal”, garante. No caso de apreensão em pontos de tráfico fica caracterizada a apreensão de produtos de menor valor, uma vez que o traficante prioriza a venda dos itens de maior valor.
Já nos casos de flagrante de furtos e roubos, Freitas comenta que as vítimas comparecem para retirar seus pertences em 90% das situações. O que ocorre neste caso é que a vítima identifica quase de imediato seus objetos, não precisando ir na Delegacia a cada apreensão feita pela Polícia Civil ou pela Polícia Militar. “A nossa satisfação é quando alguém vem e encontra o que lhe foi furtado ou roubado, porque é sinal que o nosso trabalho cumpriu seu objetivo”, avalia.
Alguns itens, como perfumes e relógios, característicos de compras feitas Paraguai, também não são entregues, justamente pela ausência da nota fiscal. Outros itens comprados de forma irregular, como aparelhos de som, engrossam a lista de objetos apreendidos.
Silva complementa que, quando não há retirada dos objetos, isso gera um problema para a Polícia Civil, que precisa destinar um espaço para alojamento dos itens, além do deslocamento de pessoal para fazer a segurança.
O superintendente da 17ª SDP orienta quem for à Delegacia para fazer reconhecimento, além de levar nota fiscal e documento de identificação, comparecer logo no início da manhã, por volta das 9 horas. Caso vá em outro horário do dia, pode acontecer de não encontrar os responsáveis pelo setor. “É o horário mais indicado, porque depois é comum termos que sair para fazer investigação”, justifica.