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Ivaiporã e Godoy Moreira adotam fumacê no combate à dengue

Da redação

| Edição de 04 de fevereiro de 2020 | Atualizado em 25 de janeiro de 2022

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Na semana passada, a Secretaria de Estado de Saúde (Sesa) iniciou a entrega do inseticida Malathion às prefeituras. A nuvem de fumaça do inseticida espalhada pelas ruas e residências mata o mosquito adulto transmissor da dengue. No Vale do Ivaí, os municípios de Ivaiporã e Godoy Moreira, ambos em situação de epidemia de dengue, iniciaram na sexta-feira (31), os trabalhos de pulverização através de bombas costais. Para os próximos dias, deve chegar nos municípios o caminhão com o equipamento fumacê, que também vai ajudar no trabalho de controle da doença. 
Desde maio de 2019, o Ministério da Saúde, órgão que distribui nacionalmente o inseticida, estava com falta do produto, devido uma grande quantidade de produtos vencidos e com problemas de qualidade em razão de alterações químicas em sua formulação. 
Claudeney Martins, secretário de Saúde de Ivaiporã, destaca que a pulverização do inseticida será de grande ajuda para o município. “Trabalhamos na sexta-feira e, daqui para a frente, todos os locais prioritários serão pulverizados. Acredito que, com a aplicação do inseticida, a velocidade deste gráfico de epidemia começará a diminuir rapidamente”. 
Para esta semana há expectativa da chegada do caminhão com o equipamento fumacê da Sesa. “Conversamos com o pessoal da Sesa em Curitiba e, entre terça e quarta-feira, já estará disponibilizado para a cidade o caminhão do fumacê, que é especifico para este serviço, com pessoal treinado e homologado”, disse Martins. 
O secretário destaca ainda que a pulverização com o Malathion é apenas uma parte da prevenção, já que o inseticida tem sua aplicabilidade na eliminação da fase adulta do mosquito. Segundo ele, é necessário que a população faça sua parte para a eliminação dos criadouros do mosquito Aedes aegypti. 
“A população tem que nos ajudar combatendo os criadouros, eliminando água parada que fica nas calhas, nos vasos de flores, enfim, em todos os recipientes que podem ser propícios a instalação dos criadouros. Para erradicar o problema, também temos que atacar as larvas, que estão justamente dentro dos quintais e terrenos baldios. Sem o auxílio e o apoio da população, a gente não resolve o problema definitivamente”, destacou Martins.