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Ivaiporã finaliza recuperação do lixão

Ivan Maldonado

| Edição de 26 de março de 2017 | Atualizado em 25 de janeiro de 2022

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Em abril, a Prefeitura de Ivaiporã encerra o plantio de aproximadamente mil árvores nativas na área do antigo lixão. A arborização faz parte do Projeto de Recuperação de Área Degradada (PRAD), implantado em 2014. Segundo informações da secretaria de Meio Ambiente, o lixão que funcionou por aproximadamente 25 anos, tem área uma de mais de 26 mil m² e recebeu cerca de 180 mil toneladas de resíduos.
Para a remediação da área degrada, segundo o secretário de Meio Ambiente, Jayme Ayres, foi feita a readequação do relevo maciço, que contou com a movimentação da massa de resíduos para a compactação e o nivelamento. A cada camada de nivelamento, o resíduo recebeu cobertura com argila e solo fértil, e posteriormente o plantio de gramas e árvores.
“Para o encerramento do lixão temos uma área de aproximadamente 10% que ainda precisa ser reflorestada. Mas, a parte maior se encontra bem reconstituída e agora só depende da natureza. A espécie primarias já deram origem e as secundárias é que vão agora permanecer como formação de floresta”. O plantio das mudas será feito em parceria com a ACISI/Jovem. “A secretaria vai fornecer as mudas e a associação comercial jovem nos fornece a mão de obra”, completa Ayres
De acordo com a bióloga, Denise Kusminski, responsável pelo projeto, para estar de acordo com o PRAD, além do plantio de árvores, a prefeitura cumpre ainda algumas melhorias no antigo lixão, tais como, implantação de manilhas, continuidade no cercamento da área, implantação de canaletas de águas pluviais, construção de um dreno para circulação de chorume. “A nossa pretensão é terminar todas essas atividades no mês que vem”, assinala Denise. A prefeitura também construiu drenos de gases, que evitam o acúmulo de metano no subsolo e o risco de futuras explosões no local.
O prefeito Miguel Roberto do Amaral (PSDB) lembra que o lixão foi algo que começou errado e sempre preocupou os ivaiporãenses. “O lixão foi uma experiência muita negativa, mas que servirá para todos como aprendizado”, destaca Amaral.
Desde que o lixão foi interditado em 2014, todo o resíduo coletado no município vai para o aterro sanitário municipal na saída para o Santa Barbara. Também foi implantada na cidade a coleta seletiva de lixo, criação de uma cooperativa de produtos recicláveis e convênios com associações para dar destino a outros tipos de resíduos, tais como, pneus, óleo vegetal, produtos eletrônicos e lixo hospitalar.
O PRAD prevê ainda para até agosto de 2019, diversas coletas e análises de solo e de água.