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Ivaiporã produz melhor café do Paraná

Ivan Maldonado

| Edição de 05 de novembro de 2018 | Atualizado em 25 de janeiro de 2022

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Nas proximidades do Rio Ivaí, na localidade de Estreito no distrito de Jacutinga, entre os municípios de Ivaiporã e Grandes Rios, está sendo cultivado o melhor café do Paraná. O microlote de café natural da família Fávaro Marcomini, produzido no sítio Santa Amália recebeu 86,66 pontos, na 16ª etapa estadual do Prêmio Café Qualidade que aconteceu na última quarta-feira (31), no município de Pinhalão. É a maior pontuação registrada na categoria desde que o concurso foi criado. 

Imagem ilustrativa da imagem Ivaiporã produz melhor café do Paraná

A premiação garante a compra do lote por R$ 1 mil a saca, pelos patrocinadores do concurso. Além da pontuação espetacular, chama atenção que esta foi a primeira vez que Marcio Rosa Fávaro e a esposa Silvana, mais os sogros Walter Marcomini e Geralda participaram de uma competição estadual de Café Qualidade. Eles produziram o café IPR 107, uma variedade com qualidade e preço superiores. Agora, o lote vencedor vai representar o Paraná no concurso nacional, promovido pela Associação Brasileira da Indústria de Café (Abic).
Fávaro relata que a participação no concurso ocorreu graças ao 1º Festival de Café, evento realizado em julho pela Associação dos Produtores Rurais de Jacutinga em parceria com a Prefeitura que integra um programa de retomada da cafeicultura local. “Nem imaginávamos participar de um concurso neste nível. Conquistar esse prêmio com a pontuação que tivemos foi uma alegria muito grande, pois mostrou o potencial do café produzido aqui no Jacutinga e em Ivaiporã ”, relata Fávaro.
Silvana relata que o segredo para o sucesso da família foi acreditar na tecnologia e investir na renovação do cafezal. “Dos dois alqueires de café antigo que tínhamos há dois anos, renovamos meio alqueire com o IPR 107 e meio alqueire com IPR 100. O lote vencedor foi justamente do IPR 107, colhido em maio. Este ano ainda não teremos muita produção porque o cafezal está novinho, mas a gente espera para esta safra colher mais de 300 sacas. Quando ele pegar um porte maior a tendência é produzir muito mais”, comenta. 
No passado, a família já chegou a ter três alqueires de café produzindo e o melhor resultado havia sido 700 sacas. “As novas variedades têm mais resistência à geada e ao nematoide. A escolha por duas variedades é para intercalar a colheita. O IPR 107 é mais precoce e colhemos em maio, já o IPR 100 tem colheita a partir de julho. Assim fica mais fácil a manutenção. Agora, a tendência e renovar o resto do nosso cafezal”, comenta Walter Marcomini. 
Ainda segundo Walter, outro segredo para a boa qualidade do grão produzido na propriedade é a dedicação de toda a família ao tratar o cafezal. “A gente trabalha com amor, mesmo em dias de chuva estamos lá cuidando, e a planta responde a dedicação que damos a ela”. 
O secretário municipal de meio ambiente Adir Salla comemora a premiação. Ele lembra, que na mesma categoria de microlote café natural Ivaiporã também recebeu a 5ª colocação com o microlote da produtora Lisiane Aparecida Veiga do Prado Ravar. 
“Quando nós começamos a trabalhar com o café aqui no Jacutinga pensávamos numa reformulação do cafezal para produzir mais café e com qualidade. Essas premiações mostram, que o trabalho da Prefeitura e da Emater vem dando certo, e é um incentivo para que mais produtores invistam e renovem seus cafezais”, completa Salla.